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Marketing.
1 - Comercialização. 2 - Execução de todos os atos
de comércio que sirvam para dirigir o escoamento de mercadorias
e serviços do produtor ao consumidor. 3 - Conjunto de operações
que envolvem a vida do produto, desde a planificação de sua produção
até o momento em que é adquirido pelo consumidor. (Dicionário
Michaelis).
Marketing.
Esta é a palavra-chave do mundo da Fórmula 1.
Marketing.
É o que garante a sobrevivência das equipes em uma competição tão
cara e disputada.
Marketing,
e somente o marketing, explica a quebradeira de recordes
de circuitos que estamos acompanhando nos últimos dias.
Ora, a equação
é simples:
Carro fora do
regulamento, mais leve = “bom” desempenho = quebra de recorde =
mais receita = sobrevivência e grana no bolso dos chefões.
Trocando em
miúdos: muitas equipes fazem de tudo para andar bem na pré-temporada
(inclusive tirar uma centena de quilinhos do carro) e arrebanhar
alguns patrocinadores mais desavisados. No caso das equipes grandes,
o artifício ainda serve para atemorizar ou pelo menos deixar uma
pulga atrás da orelha das rivais.
A tática é antiga.
O exemplo mais famoso é o da Arrows de alguns anos atrás. Pulverizou
meia-dúzia de recordes com um carro totalmente abaixo do peso e
impressionou muita gente. Pois foi a temporada começar e logo a
equipe rumou para o fundo do grid. Faliu pouco tempo depois.
Vamos analisar
dois casos recentes. Primeiro, a Mclaren. Lançou o carro com toda
pompa e se mandou para o autódromo de Valência, na Espanha. Detonou
o recorde do circuito. Ainda em solo espanhol, seguiu para Jerez
e estabeleceu uma nova marca para a pista. Até aí tudo bem. O problema
é que nos últimos testes, em Barcelona, a equipe tem apanhado de
times menores como Toyota e Sauber. Das duas uma, ou o carro é bom
só em circuitos travados (como Jerez e Valência) ou a equipe decidiu
colocar o bólido dentro do regulamento e viu que não era tudo aquilo.
É aguardar para ver.
Porém o maior
feito da pré-temporada foi protagonizado pelo japonês Takuma Sato
(BAR). O representante nipônico simplesmente baixou em quase um
segundo o recorde da pista de Barcelona, impressionando até os mais
céticos e botando tempo em ninguém mais ninguém menos do que Michael
Schumacher. Só que este assombroso tempo é fácil de explicar: o
contrato da equipe com a Honda vence no fim do ano, as negociações
de renovação estão em pleno andamento...
Marketing,
puro Marketing.
A
frase
“David Coulthard é uma pessoa bacana, um piloto bacana, mas tem
um cabeção... Tivemos que redesenhar todo o seu capacete. Sua cabeça
é, no mínimo, 15% maior do que a de Michael Schumacher, por exemplo.”
Oliver
Schimpf, designer de capacetes. O cabeção de David Coulthard me
faz lembrar de um companheiro do ABACAXI ATÔMICO, cujo nome prefiro
manter em sigilo.
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