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"O
Grande Prêmio de Mônaco é o mais famoso e charmoso da Fórmula 1."
Já cansei de ouvir - e até dizer - isso. O problema é que é o mais
sonolento também. Você se lembra que alguma ultrapassagem em disputa
de posição na corrida do último domingo? Com certeza, não. Porque
elas simplesmente não ocorreram. No máximo, líderes passando retardatários.
Que saco!
Em
função da falta de ultrapassagens, a guerra dos pneus (Michelin
x Bridgestone) e a estratégia das equipes para os pit-stops foram
os pontos altos do GP. Com relação aos pneus, o banho da Michelin
já ficou claro no sábado, quando oito dos dez primeiros colocados
no treino classificatório estavam com os compostos franceses.
No
assunto estratégia, vale destacar a Ferrari e Michael Schumacher.
Ora, o alemão largou em quinto e, mesmo sem passar ninguém, chegou
em terceiro. Como, se nenhum dos carros que disputavam posição com
ele quebrou? Simples. Schumacher aperfeiçoou um jeito de correr
muito interessante: nas voltas anteriores ao seu pit-stop, faz tempos
de classificação, ou seja, absurdamente rápidos. E no retorno do
abastecimento, invariavelmente, sai na frente dos adversários. Pois
foi assim que ele passou seu irmão Ralf (Williams) e Jarno Trulli
(Renault) na corrida deste domingo. Nunca fui muito fã do alemão,
mas a volta anterior à sua entrada nos boxes foi sensacional! E
quem parece estar aprendendo com Schumacher é Kimi Raikkonen, da
Mclaren. Antes do seu segundo pit-stop, ele utilizou a mesma estratégia:
voou na pista.
O GP
de Mônaco, aliás, serviu para evidenciar uma idéia que eu tenho
bem nítida. Apenas Juan Pablo Montoya (vencedor da corrida) e Kimi
Raikkonen (segundo colocado) são capazes de peitar este alemão azedo
que se chama Michael Schumacher. Peitar mesmo: dividir curva, bater
pneus, lutar pela posição. Por outro lado, provou também que Ralf
Schumacher não tem a metade do talento do irmão e que Rubens Barrichello
vai comer poeira até encerrar sua carreira.
Chato
de galocha
E como se ainda não bastasse a mesmice que foi a corrida em Mônaco,
temos que agüentar o ranzinza do Galvão Bueno cutucando todo mundo
na TV. Já repararam que a alegria dele nas manhãs (madrugadas) de
domingo é contrariar o comentarista Reginaldo Leme e deixar o repórter
João Pedro Paes Leme esperando para falar?
Bandeiradas
Nova Mclaren - É bom a Mclaren apressar a estréia do seu novo carro,
o tão falado MP 4/18. Mesmo com a derrota da Ferrari na última corrida,
ficou bem claro que a escuderia italiana está anos luz à frente
das rivais. Aliás, acompanhei com atenção pelos sites especializados
os testes iniciais e fiquei decepcionado. No primeiro, em Paul Ricard
(França), a melhor volta do novo carro foi cinco segundos mais lenta
que a do velho (que também estava na pista). Fora os problemas hidráulicos,
não confirmados pela equipe, após apenas 16 voltas. Rapidamente,
a Mclaren avisou que foi somente um shakedown para verificar as
funções básicas do bólido. No segundo dia de treinos foi pior ainda:
nem completou a segunda curva. Somente no terceiro teste a nova
Mclaren mostrou algum serviço, ficando a pouco mais de um segundo
do primeiro colocado do dia, Montoya e sua Williams. Apenas para
lembrar, o modelo que a Ferrari está utilizando este ano (o F 2003-GA)
bateu o recorde da pista de testes da equipe, em Fiorano (ITA),
logo nas suas primeiras voltas. Tudo bem, treino é treino e corrida
é corrida. Mas torçam meus amigos, torçam para que a nova Mclaren
seja rápida. Porque é a nossa única esperança de uma F-1 mais equilibrada.
Ou veremos outros passeios de Schumacher até o fim do ano.
"Tratoródromo"
- Parece brincadeira, mas não é. A cidade de Maripá, na região Oeste
aqui do Paraná, está construindo o primeiro tratoródromo do Brasil.
Isso mesmo: uma pista (com 400 metros de asfalto, mais área de desaceleração)
para competições de arrancada de tratores. A primeira prova está
marcada para novembro. Agora só falta inventarem um "discódromo",
para corrida de discos voadores!
A
frase
"Rubens Barrichello nunca será campeão."
Precisa
dizer quem foi o autor de tal previsão? Só podia ser o chato do
Nelson Piquet, que aliás nunca gostou de Rubinho.
PS: Para aqueles que ousarem insinuar que defendo Barrichello, eu
digo: concordo em gênero, número e grau com Piquet.
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