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Beagá, 01 de dezembro de 2003 d.C.
 
Nelsinho na F-1?
Por Grand Chelem
 

Não se falou em outro assunto no mundo do automobilismo na semana passada: Nelsinho Piquet (ou Nelson Ângelo Piquet, para os mais xaropes) teria assinado um contrato de longo prazo com a equipe Williams. Pelo acordo, o piloto faria testes pelo time em 2004 e 2005, e em 2006 assumiria uma das vagas de titular. Coloco tudo no condicional porque até o momento em que eu escrevo esta coluna a Williams ainda não tinha confirmado a assinatura de um contrato nesses termos com o brasileiro.

A verdade é que Nelsinho iniciou os testes com a equipe esta semana. Certamente, se mantiver uma regularidade poderá agilizar os trâmites e abrir as portas da Fórmula 1. E se tudo der certo, o ano de 2006 vai ganhando contornos verdes e amarelos com muita antecedência. Já imaginaram Nelsinho na Williams e Felipe Massa na Ferrari? Seria espetacular. Ainda mais se a dupla apressasse a aposentadoria de Michael Schumacher.

A nova geração tupiniquim, aliás, é espetacular. Massa já mostrou seu talento e com um pouco mais de maturidade vira um campeão em potencial. Nelsinho, por sua vez, ainda tem que comer mais farinha. Mas se tiver o talento do pai, também deve trazer alguns canecos para o Brasil. Isso sem falar em João Paulo de Oliveira, Antônio Pizzonia e outros tantos... Acho que falta pouco para revivermos os tempos de Senna e Piquet pai, nos quais as vitórias brasileiras na F-1 eram comuns.

Stock
E por falar em pedigree, quem comprovou que "filho de peixe peixinho é" foi David Muffato, 32 anos, herdeiro do grande piloto Pedro Muffato. O paranaense ganhou com brilhantismo o título da Stock Car V8 no último fim de semana, em Interlagos. A conquista acabou com o domínio de 14 anos dos dinossauros (leia-se Ingo Hoffman, Chico Serra e Paulo Gomes) na maior categoria do automobilismo brasileiro.

Apesar do passado vitorioso do pai, David Muffato começou sua carreira correndo escondido da família. E tudo ia bem até o dia em que, numa prova de kart, deu de cara com seo Pedro - responsável pela entrega dos troféus - no pódio. "Quando ele me premiou, disse que eu levaria uma surra da minha mãe".

Pois a surra não veio e David seguiu carreira pela América do Sul até estrear na Stock Car Light em 2000, terminando o ano em terceiro lugar. Em 2001 passou para a Stock Car V8 e foi piloto-revelação. Em 2002 fechou a temporada em nono lugar e, neste ano, venceu quatro de doze provas para se sagrar campeão.

A frase
"A Fórmula 1 acabou para mim."

Jacques Villeneuve, agora ex-piloto de Fórmula 1. Bem feito, quem mandou ser tão bocudo. Que vá vender tomates no Canadá!

 
Grand Chelem é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em Curitiba. E-mail: grandchelem@abacaxiatomico.com.br

 

 

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