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O piloto
brasileiro Gil de Ferran voltou aos noticiários na última semana.
Segundo alguns sites especializados em automobilismo, ele - que
anunciou sua aposentadoria recentemente - teria acertado um contrato
verbal com a equipe Jordan para disputar o mundial de Fórmula 1
do ano que vem. Desistiu por pressão familiar após a morte do amigo
Tony Reena durante um teste da IRL em Indianápolis.
Que
pena! Seria extremamente interessante ver Gil na F-1. Acredito que
se ele seguisse carreira na principal categoria do automobilismo
teria, em algum momento, levado um título para casa.
O destino,
entretanto, não quis assim. Nas duas vezes que se aproximou do circo
da Fórmula 1, levou azar. Muito azar. Numa delas, em 1992, testaria
um Williams na Inglaterra. Testaria. Ficou na vontade porque um
temporal desabou sobre o circuito. Nem dos boxes Gil saiu.
Em
outra oportunidade, já em 1993, até chegou a pilotar um Arrows no
circuito de Estoril (Portugal). Mas foram poucas voltas. Na primeira
parada técnica, enquanto circulava pelo paddock, enfiou o cabeção
na quina de uma porta. Resultado: fim de teste, com Gil saindo direto
para o hospital.
Podemos
concluir que um temporal e uma cabeçada mudaram o rumo da história
deste fantástico piloto. Se tivesse ido bem em qualquer um dos testes,
certamente Gil teria assegurado sua vaga em alguma equipe.
Sem
outra alternativa, disputou o campeonato de Fórmula 3000 em 1994
e, em 1995, mudou-se para os Estados Unidos. Na terra do Tio Sam
construiu uma carreira brilhante. Foi bicampeão da Fórmula Indy
(2000/2001) e venceu as 500 milhas de Indianápolis este ano, só
para citar os feitos mais relevantes. Gil é dono, também, do recorde
mundial de média horária: 388,457 km/h no GP de Fontana de 2000.
Durante
este período de sucesso em terras americanas, desencanou da F-1.
Uma grande perda. Ia ser legal ver Gil de Ferran "batendo rodas"
com Michael Schumacher & Cia.
A
frase
"A função de Rubens é lamber as botas de Schumi."
Alain
Prost, ex-piloto que dispensa maiores apresentações. Taí uma grande
verdade. Só falta Rubinho servir suco para Schumacher - se é que
já não fez isso.
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