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Beagá, 17 de novembro de 2003 d.C.
 
Temporal e cabeçada que mudaram a história
Por Grand Chelem
 

O piloto brasileiro Gil de Ferran voltou aos noticiários na última semana. Segundo alguns sites especializados em automobilismo, ele - que anunciou sua aposentadoria recentemente - teria acertado um contrato verbal com a equipe Jordan para disputar o mundial de Fórmula 1 do ano que vem. Desistiu por pressão familiar após a morte do amigo Tony Reena durante um teste da IRL em Indianápolis.

Que pena! Seria extremamente interessante ver Gil na F-1. Acredito que se ele seguisse carreira na principal categoria do automobilismo teria, em algum momento, levado um título para casa.

O destino, entretanto, não quis assim. Nas duas vezes que se aproximou do circo da Fórmula 1, levou azar. Muito azar. Numa delas, em 1992, testaria um Williams na Inglaterra. Testaria. Ficou na vontade porque um temporal desabou sobre o circuito. Nem dos boxes Gil saiu.

Em outra oportunidade, já em 1993, até chegou a pilotar um Arrows no circuito de Estoril (Portugal). Mas foram poucas voltas. Na primeira parada técnica, enquanto circulava pelo paddock, enfiou o cabeção na quina de uma porta. Resultado: fim de teste, com Gil saindo direto para o hospital.

Podemos concluir que um temporal e uma cabeçada mudaram o rumo da história deste fantástico piloto. Se tivesse ido bem em qualquer um dos testes, certamente Gil teria assegurado sua vaga em alguma equipe.

Sem outra alternativa, disputou o campeonato de Fórmula 3000 em 1994 e, em 1995, mudou-se para os Estados Unidos. Na terra do Tio Sam construiu uma carreira brilhante. Foi bicampeão da Fórmula Indy (2000/2001) e venceu as 500 milhas de Indianápolis este ano, só para citar os feitos mais relevantes. Gil é dono, também, do recorde mundial de média horária: 388,457 km/h no GP de Fontana de 2000.

Durante este período de sucesso em terras americanas, desencanou da F-1. Uma grande perda. Ia ser legal ver Gil de Ferran "batendo rodas" com Michael Schumacher & Cia.

A frase
"A função de Rubens é lamber as botas de Schumi."

Alain Prost, ex-piloto que dispensa maiores apresentações. Taí uma grande verdade. Só falta Rubinho servir suco para Schumacher - se é que já não fez isso.

 
Grand Chelem é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em Curitiba. E-mail: grandchelem@abacaxiatomico.com.br

 

 

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