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No
dia 15 de outubro de 1983, o brasileiro Nelson Piquet conquistou
o bicampeonato mundial de Fórmula 1, levando seu Brabham ao terceiro
lugar no GP da África do Sul. O título serviu para consolidar a
carreira de um dos maiores pilotos de todos os tempos, conhecido
pelo talento, criatividade e irreverência.
Os
números de Piquet na F-1 são mais do que conhecidos. Estreou em
1978 e conquistou três campeonatos - 1981, 1983 e 1987, os dois
primeiros com a Brabham e o último com a Williams. No total, foram
204 GPs, 23 vitórias, 24 poles e 23 melhores voltas. Mas sua genialidade
começou a se manifestar bem antes da entrada na Fórmula 1, no começo
da década de 70.
O
disfarce
Até 1974, por exemplo, Nelson Piquet corria com a grafia "Nelson
Piket". Achava que, assim, conseguiria enganar o pai - contrário
às suas aventuras nas pistas.
A
criatividade
Para sobreviver sem dinheiro na Europa no começo da carreira, Piquet
utilizava um artifício nada convencional: comprava carros usados,
dava um tratamento nos mesmos e revendia-os por um valor bem mais
atrativo em seguida.
A
confusão
Uma das principais características de Piquet era o temperamento
explosivo. Isso ficou bem claro no GP da Alemanha, de 1982. O brasileiro
liderava a corrida e caminhava para a vitória até ter seu Brabham
atingido pelo retardatário Eliseo Salazar. Piquet não teve dúvidas.
Desceu do carro e partiu para cima do atrapalhado piloto, aos socos
e chutes, não dando importância ao fato do rival (inteligentemente)
ainda estar de capacete.

A
irreverência
Assim que chegou à equipe Williams, em 1986, Piquet se deparou com
uma equipe inglesa trabalhando para um piloto inglês (Nigel Mansell).
Tudo piorou no começo de 1987, com o acidente que deixou Frank Williams
em uma cadeira de rodas. A partir deste momento, o time se voltou
ainda mais para Mansell. E como vencer esta barreira inglesa? Simples,
tirando Nigel do sério, o que não era difícil. Entre as táticas
"xiitas" utilizadas por Piquet estavam retirar o papel higiênico
do banheiro quando o inglês se encaminhava para fazer suas necessidades
fisiológicas e propagar em alto e bom tom nos quatro cantos do box
da Williams que a mulher de Mansell era "feia demais". Deu certo:
o brasileiro faturou o título de 87.
Bandeiradas
Da
moto GP para a F-1? - Valentino Rossi, supercampeão da moto
GP, recebeu um convite do presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo,
para testar um dos carros de F-1 da equipe em breve. Declinou. Uma
pena. Ia ser interessante.
Show
de Zanardi - Conforme já falado nesta coluna, o piloto italiano
Alessandro Zanardi, que teve as duas pernas amputadas há pouco mais
de dois anos, voltou a competir no último domingo, na corrida de
encerramento do Campeonato da Europa de Turismos (ETCC). A bordo
de um BMW 320i especialmente adaptado, teve um resultado bem razoável.
Na primeira bateria, largando em 11º, Zanardi acabou ficando de
fora na curva 1, em função de um acidente múltiplo. Mas na segunda
prova, saindo da oitava fila, recuperou posições até chegar a um
honroso sétimo posto.
A
frase
"Pelo menos eu não perdi para um piloto ruim. Para mim, o vice
não significa nada. Ser segundo ou último é a mesma coisa: você
é o perdedor, não te leva a lugar nenhum."
Kimi
Raikkonen, fazendo um balanço da temporada 2003 da Fórmula 1.
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