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O que
parecia impossível aconteceu. Depois de mais de quatro décadas sustentando
o recorde de cinco títulos no mundial de F-1, o argentino Juan Manuel
Fangio perdeu seu reinado de maior vencedor de todos os tempos para
o alemão Michael Schumacher. Com um suado oitavo lugar no último
GP da temporada, disputado no Japão, o queixudo chegou a seis canecos
- quatro deles seguidos.
Longe
de fazer uma temporada brilhante, Schumacher confirmou o que muita
gente (inclusive eu) pensa dele: quando larga na frente, é mortal
e praticamente invencível. Mas quando está no meio do pelotão, se
atrapalha e vira um piloto comum (vide GPs da Malásia, Hungria e
Japão). Independente das besteiras, ganhou muito mais do que a concorrência,
fez grandes corridas (Canadá, Itália e EUA) e mereceu ser campeão.
Um
pouco dos títulos do alemão azedo
1994
Schumacher chegou à última corrida da temporada (GP da Austrália)
com um ponto de vantagem sobre Damon Hill. Depois de sair da pista
no meio da prova, jogou seu Benetton contra o rival e selou a sorte
do campeonato. Placar final: Schumacher 92 x 91 Hill.
1995
Um passeio do alemão e da Benetton. Conquistou nove vitórias e terminou
o ano com 102 pontos, contra 69 de Damon Hill.
2000
O primeiro título da era Ferrari. Após uma boa disputa com Mika
Hakkinen e a Mclaren, Schumacher fechou a temporada com 108 pontos,
ante 89 do finlandês.
2001
Outro ano fácil para o alemão. Conquistou o quarto título mundial
com antecipação, somou nove vitórias e terminou o campeonato com
123 pontos. O vice-campeão foi o escocês David Coulthard, com 65.
2002
O grande ano da "Era Schumacher". Em uma temporada arrasadora, venceu
11 corridas e somou 144 pontos. De quebra, nas últimas provas ainda
trabalhou como "escudeiro de luxo" e ajudou Rubens Barrichello a
conquistar o vice-campeonato, com 77 pontos.
2003
O ano do recorde. Superou Fangio em número de títulos (6x5) vencendo
seis corridas e disputando cada metro de pista com Juan Pablo Montoya
e Kimi Raikkonen. Na contabilidade final, Schumacher terminou com
93 pontos e Raikkonen com 91.
Análise
do GP do Japão
Rubens
Barrichello (Ferrari) - Vez por outra, Rubinho tem seus dias
de grande piloto. No Japão foi assim. Fez a pole e dominou a corrida.
Brilhante.
Nota 9,5
Kimi Raikkonen (Mclaren) - Não teve como conter o domínio da
Ferrari. Apagado.
Nota 6,0
David Coulthard (Mclaren) - Mais rápido do que o companheiro.
Só não o ultrapassou no fim da prova porque a equipe não deixou.
Nota 6,5
Jenson Button (BAR) e Jarno Trulli (Renault) - Novamente
mostraram que são bons pilotos.
Nota 7,5
Takuma Sato (BAR) - Enjoamos de ver o japonês durante a transmissão
da corrida. Mesmo assim, foi bem e mostrou que é, de longe, o melhor
representante que seu país já teve na F-1.
Nota 8,0
Cristiano da Matta (Toyota) - Grande prova. Teve ótimo desempenho
nos treinos e, na corrida, foi preciso. Promete para 2004.
Nota 8,5
Michael Schumacher (Ferrari) - Só fez lambança. Bateu em Sato
no começo da prova e provocou um acidente com Ralf nas voltas finais.
Deu sorte.
Nota 3,0
Nick
Heidfeld (Sauber), Olivier Panis (Toyota), Mark
Webber (Jaguar) - Apenas levaram o carro até o fim da prova.
Nota 4,0
Ralf
Schumacher (Williams) - Outro atrapalhado. Ganhou o troféu "Campeão
de Saídas da Pista".
Nota 3,0
Juan
Pablo Montoya (Williams) - Largou bem e liderava até abandonar.
Nota 6,0
Fernando
Alonso (Renault) - Ele correu?
Nota 4,0
Heinz
H. Frentzen (Sauber), Justin Wilson (Jaguar) e Giancarlo
Fisichella (Jordan) - Nada a declarar.
Nota 4,0
Ralf
Firman (Jordan), Nicolas Kiesa (Minardi) e Jos Verstappen
(Minardi) - O que estes caras estão fazendo na F-1? Vou me candidatar...
Nota 3,0
A
frase
"Simples. O Rubens vai vencer e eu vou ser o oitavo."
Michael
Schumacher, na quinta-feira anterior ao GP do Japão. Que boca, hein?
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