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O campeonato
mundial de Fórmula 1 acabou no último domingo, em Indianápolis (EUA).
Ou alguém aí acha que Kimi Raikkonen vai vencer a prova final no
Japão? Pior: que Michael Schumacher não vai chegar entre os oito
e, assim, dar de mão beijada o título para o finlandês? Só se o
Sobrenatural de Almeida baixar em Suzuka. O hexacampeonato já está
no bolso do alemão.
Deixando
a matemática de lado, a verdade é que Chuvacher fez uma bela
corrida em Indianápolis e ainda contou com a sorte que acompanha
os campeões. Largou em sétimo, soube controlar o carro no molhado,
foi rápido no seco e abriu caminho até a vitória. Raikkonen, que
ainda não tem o jogo de cintura do alemão e nem os mesmos pneus
de chuva, chegou em segundo. Já Montoya... Bem, o colombiano macho
foi atrapalhado pela equipe em um pit-stop mal sucedido, escorregou
pela pista inúmeras vezes e nem de longe mostrou o talento que o
colocou como forte postulante ao título.
Ao
menos, podemos dizer que o campeonato deste ano foi razoavelmente
emocionante: tivemos vários vencedores e algumas boas corridas.
No fim das contas, analisando friamente, vale dizer que o alemão
azedo mereceu o título. E bola pra frente. Vamos às notas do GP:
Schumacher
(Ferrari) - Foi mal apenas nos treinos. Na corrida, praticamente
perfeito.
Nota 9,5
Raikkonen
(Mclaren) - Fez o que pode com um carro limitado. Surpreendeu
no sábado com a pole.
Nota 9,0
Frentzen
(Sauber) - Grande corrida, manteve o carro na pista enquanto
a maioria dos pilotos passeava pela grama. Conquistou um merecido
pódio.
Nota 8,5
Trulli
(Renault) e Heidfeld (Sauber) - Ambos fizeram uma boa
prova. Sem alarde e sem grande brilho, conquistaram o quarto e o
quinto posto, respectivamente.
Nota 8,0
Montoya
(Williams) - O sexto lugar foi muito para um piloto que se mostrou
atrapalhado durante toda a corrida. Rodou, bateu com Rubinho e escorregou
em quase todas as curvas da pista. Para completar, ainda foi prejudicado
por um desastrado pit-stop da Williams.
Nota 2,0
Fisichella
(Jordan) e Wilson (Jaguar) - A expressão "corrida regular"
define o desempenho dos dois. Para esta dupla, chegar na zona de
pontos em um GP tão confuso pode ser considerado uma vitória.
Nota 6,5
Button
(BAR) - Chegou a liderar por 15 voltas, mas foi traído pelo
motor. Se não tivesse azar, teria arrebatado um pódio. Novamente,
botou Jacques Villeneuve no bolso.
Nota 8,0
Da
Matta (Toyota) - Depois de seis paradas (boa parte delas em
função de uma estratégia errada da equipe), o nono lugar ficou de
bom tamanho. Foi visto passeando pela grama.
Nota 4,5
Verstappen
e Kiesa (Minardi) - Terminar uma prova com um Minardi, mesmo
que a quatro voltas do líder, é um feito glorioso. Ainda mais numa
corrida tão conturbada.
Nota 5,5
Panis
(Toyota) - Bem nos treinos, mal na prova.
Nota 4,5
Alonso
(Renault), Coulthard (Mclaren) e Webber (Jaguar)
- Fizeram uma corrida apagada.
Nota 3,5
Ralf
(Williams), Barrichello (Ferrari), Firman (Jordan)
e Villeneuve (BAR) - Fiasco, fiasco, fiasco e fiasco.
Nota 2,0
A
frase
"Qualquer carro no farol seria mais rápido que o meu na largada."
Rubens
Barrichello, reclamando da "eficiência" do sistema de largada do
seu Ferrari.
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