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Beagá, 29 de setembro de 2003 d.C.
 
Estrela de campeão
Por Grand Chelem
 

O campeonato mundial de Fórmula 1 acabou no último domingo, em Indianápolis (EUA). Ou alguém aí acha que Kimi Raikkonen vai vencer a prova final no Japão? Pior: que Michael Schumacher não vai chegar entre os oito e, assim, dar de mão beijada o título para o finlandês? Só se o Sobrenatural de Almeida baixar em Suzuka. O hexacampeonato já está no bolso do alemão.

Deixando a matemática de lado, a verdade é que Chuvacher fez uma bela corrida em Indianápolis e ainda contou com a sorte que acompanha os campeões. Largou em sétimo, soube controlar o carro no molhado, foi rápido no seco e abriu caminho até a vitória. Raikkonen, que ainda não tem o jogo de cintura do alemão e nem os mesmos pneus de chuva, chegou em segundo. Já Montoya... Bem, o colombiano macho foi atrapalhado pela equipe em um pit-stop mal sucedido, escorregou pela pista inúmeras vezes e nem de longe mostrou o talento que o colocou como forte postulante ao título.

Ao menos, podemos dizer que o campeonato deste ano foi razoavelmente emocionante: tivemos vários vencedores e algumas boas corridas. No fim das contas, analisando friamente, vale dizer que o alemão azedo mereceu o título. E bola pra frente. Vamos às notas do GP:

Schumacher (Ferrari) - Foi mal apenas nos treinos. Na corrida, praticamente perfeito.
Nota 9,5

Raikkonen (Mclaren) - Fez o que pode com um carro limitado. Surpreendeu no sábado com a pole.
Nota 9,0

Frentzen (Sauber) - Grande corrida, manteve o carro na pista enquanto a maioria dos pilotos passeava pela grama. Conquistou um merecido pódio.
Nota 8,5

Trulli (Renault) e Heidfeld (Sauber) - Ambos fizeram uma boa prova. Sem alarde e sem grande brilho, conquistaram o quarto e o quinto posto, respectivamente.
Nota 8,0

Montoya (Williams) - O sexto lugar foi muito para um piloto que se mostrou atrapalhado durante toda a corrida. Rodou, bateu com Rubinho e escorregou em quase todas as curvas da pista. Para completar, ainda foi prejudicado por um desastrado pit-stop da Williams.
Nota 2,0

Fisichella (Jordan) e Wilson (Jaguar) - A expressão "corrida regular" define o desempenho dos dois. Para esta dupla, chegar na zona de pontos em um GP tão confuso pode ser considerado uma vitória.
Nota 6,5

Button (BAR) - Chegou a liderar por 15 voltas, mas foi traído pelo motor. Se não tivesse azar, teria arrebatado um pódio. Novamente, botou Jacques Villeneuve no bolso.
Nota 8,0

Da Matta (Toyota) - Depois de seis paradas (boa parte delas em função de uma estratégia errada da equipe), o nono lugar ficou de bom tamanho. Foi visto passeando pela grama.
Nota 4,5

Verstappen e Kiesa (Minardi) - Terminar uma prova com um Minardi, mesmo que a quatro voltas do líder, é um feito glorioso. Ainda mais numa corrida tão conturbada.
Nota 5,5

Panis (Toyota) - Bem nos treinos, mal na prova.
Nota 4,5

Alonso (Renault), Coulthard (Mclaren) e Webber (Jaguar) - Fizeram uma corrida apagada.
Nota 3,5

Ralf (Williams), Barrichello (Ferrari), Firman (Jordan) e Villeneuve (BAR) - Fiasco, fiasco, fiasco e fiasco.
Nota 2,0

A frase
"Qualquer carro no farol seria mais rápido que o meu na largada."

Rubens Barrichello, reclamando da "eficiência" do sistema de largada do seu Ferrari.

 
Grand Chelem é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em Curitiba. E-mail: grandchelem@abacaxiatomico.com.br

 

 

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