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Neste
fim de semana, o circo da Fórmula 1 desembarca no principado de
Mônaco para a disputa do GP mais famoso da categoria. Nos bastidores
do circuito, muita gente rica, que se aglomera em sacadas de prédios
de alto padrão ou em iates milionários. Dentro da apertada pista
de Monte Carlo (se é que podemos chamar um monte de ruas cercadas
por guard-rails de pista), o GP de Mônaco é sinal de poucas ultrapassagens
e de muita confusão. É também o palco perfeito para a consagração
dos retardatários, esta espécie de pilotos que, por sua ruindade
ou por seu azar de estar em uma equipe pequena, sempre atrapalha
os líderes da corrida.
Os
retardatários, aliás, se dividem em várias subespécies, a saber:
Em
atividade
Metralhadora
Sempre tem uma desculpa na ponta da língua para justificar os seus
maus resultados. E, invariavelmente, sai atirando para todos os
lados. Claro que, na F-1 atual, o canadense Jacques Villeneuve (BAR)
exemplifica bem esta categoria. Entre as desculpas que ele já inventou
estão a falta de coragem dos outros pilotos, uma sutil mudança na
direção do vento e o aumento de 2º Celsius na temperatura da pista.
Pode?
Amigão
Em todas as provas dá um jeito de facilitar as ultrapassagens dos
amigos. Nem que para isso seja preciso parar o carro na pista ou
dar um passeio na grama. Hoje, Ralf Schumacher (Williams) é o grande
exemplo desta subespécie. É só ele ver a Ferrari do irmão Michael
pelo seu retrovisor para esquecer de tudo, disputa de posição, melhor
volta, etc, e achar uma maneira de ajudar a família.
Comigo
todos podem
Este nem que queira consegue atrapalhar os concorrentes. Seja por
falta de talento, ou por ineficiência do carro, em todas as corridas
é mais lento do que os demais. Se encaixam nesta subespécie, atualmente,
Justin Wilson e Jos Verstappen, dupla da sofrível equipe Minardi.
Precisa explicar? A situação deles é igual a de um piloto que está
dentro de um ônibus disputando uma corrida de carros.
Turista
Está sempre passeando por algum lugar diferente. Em determinados
momentos, passa pela grama. Em outros, pela área de escape. Não
raro, é localizado nos boxes, consertando alguma das suas bobagens.
Muitas vezes, também é visto "beijando" um muro ou um guard-rail.
E, em poucas ocasiões, está na pista. Hoje, Ralf Firman (Jordan)
representa com louvável maestria esta subespécie. Em todas as provas
ele dá um jeito de fazer uma besteira, seja no treino ou na corrida.
Ou ainda, nos dois. Pobre Eddie Jordan, que já contabiliza um considerável
prejuízo financeiro na sua equipe desde o começo da temporada. Quem
mandou não aceitar o Felipe Massa?
Em
extinção
Metido
a campeão
É aquele que por já ter disputado a vitória em algumas provas se
acha no direito de, quando fica para trás, complicar a vida dos
líderes. O grande representante desta subespécie foi o francês René
Arnoux, que no fim da década de 80 deu um grande "calor" em pilotos
do quilate de Ayrton Senna e Alain Prost. A dupla, por sinal, cansava
de desferir impropérios a Arnoux cada vez que se aproximava do mesmo.
Ousado
Não liga se está uma ou duas voltas atrás e insiste em disputar
posição com os líderes da prova. Esta "categoria" teve seu ápice
no Grande Prêmio do Japão de 1991, quando o então retardatário Eddie
Irvinie, pouco depois de ser ultrapassado pelo primeiro colocado
Ayrton Senna, resolveu dar o troco no brasileiro. A atitude de Irvinie,
aliás, rendeu-lhe alguns sopapos após a corrida, já que Senna não
gostou nem um pouco da brincadeira.
Bandeiradas
Pódio brasileiro nas 500 milhas - O automobilismo brasileiro continua
em alta. Vem ano, passa ano e tem sempre algum representante tupiniquim
dando show nas pistas pelo mundo afora. No último domingo, entretanto,
os brasileiros exageraram: dominaram completamente as 500 milhas
de Indianápolis (EUA), a mais tradicional prova do automobilismo
mundial - que atualmente faz parte do calendário da IRL (Indy Racing
League). Gil de Ferran ficou com a vitória. Hélio Castro Neves chegou
em segundo e Tony Kanaan, em terceiro. Os três pilotos, por sinal,
mereciam uma chance na Fórmula 1.
Rubinho
valorizado - Deu na internet: Rubens Barrichello vale mais do que
Ronaldo, Fernando Meligeni, Robert Scheidt e o Corinthians juntos!
Pelo menos foi isso que comprovou um leilão beneficente organizado
pelo apresentador global Luciano Huck, na última semana, em São
Paulo. Os lotes que envolviam os atletas eram os seguintes: uma
volta de Ferrari com Rubinho no autódromo de Interlagos (arrematado
por R$ 92 mil), uma partida de golfe com Ronaldo (R$ 15 mil), uma
aula de tênis com Meligeni (R$ 14,5 mil), uma aula de vela com Scheidt
(R$ 16 mil), e assistir a um jogo do Corinthians sentado no banco
de reservas do time (R$ 40 mil). Destilando um veneninho: acho que,
na verdade, a Ferrari é que está valorizada e que chamou a atenção
dos participantes do leilão.
A
frase
"Eu amo leite."
Gil
de Ferran, logo após ganhar as 500 milhas de Indianápolis, disputada
no último domingo, e receber o famoso leitinho dado aos vencedores
da competição.
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