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Beagá, 25 de agosto de 2003 d.C.
 
Milagres na F-1
Por Grand Chelem
 

O Grande Prêmio da Hungria, disputado no último domingo, vai entrar para a história da Fórmula 1 como um dos mais milagrosos de todos os tempos. Foram pelo menos quatro "dádivas divinas".

A primeira, e maior delas, abençoou Rubens Barrichello. Pô, o cara perde o conjunto suspensão/pneu traseiro esquerdo no meio da reta, a mais ou menos 300 km/h, se arrebenta na proteção de pneus e volta para os boxes andando... Só pode ser obra de Deus!

O segundo milagre ocorreu com a ultrapassagem de Ralf sobre o irmão Michael. Incrível, após alguns anos fazendo trenzinho o caçula passou o primogênito! Tá certo, foi meio sem querer, mas valeu. Até acho que ele fez a manobra por pura obrigação - e não por vontade própria. Já imaginou se Ralf reduz? O Patrick Head, chefão da Williams, faria picadinho dele.

Outro rabudo foi Montoya, que rodou em uma curva, conseguiu tirar o carro da brita e ainda voltou de frente para a pista. Só esse fato seria suficiente para dizer que ele teve sorte. Mas aí veio o terceiro milagre, novamente com Ralf, que tirou o pé e não passou o colombiano.

Por fim, o espanhol Fernando Alonso também deveria rezar em agradecimento. Afinal, sua primeira vitória veio da maneira mais fácil possível. Largou com calma e correu sozinho, ajudado no início da prova por Mark Webber, que segurou durante muitas voltas o resto do pelotão. Pode apostar: nunca mais ele vai vencer um GP com tanta tranqüilidade. É o quarto milagre, que se concretizou com a bandeirada.

Agora, vamos às novidades. Para variar, Galvão Chatão se embananou inteiro durante a transmissão da corrida. Depois do primeiro pit-stop, por exemplo, levou seis horas para perceber o que todo mundo viu em seis segundos: Schumacher voltando atrás de Montoya. Isso sem falar que passou um tempão reclamando que o seu computador (com a cronometragem oficial) "deu pau". Vai ser mala assim lá longe.

Truck
A cada vez que assisto uma prova da Fórmula Truck, fico mais impressionado. No último domingo, pilotos como Wellington Cirino e Djalma Fogaça fizeram seus caminhões parecerem karts, tamanha a leveza com que guiavam pela apertada pista de Campo Grande. Eis um exemplo que deve ser seguido: a Truck é competitiva, empolgante e, mesmo com os "pesadões" em circuitos truncados, as ultrapassagens são constantes.

A frase
"Cadê todo mundo?"

Fernando Alonso, no início do GP da Hungria, não acreditando que havia disparado na frente dos seus concorrentes.

 
Grand Chelem é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em Curitiba. E-mail: grandchelem@abacaxiatomico.com.br

 

 

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