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O Grande
Prêmio da Hungria, disputado no último domingo, vai entrar para
a história da Fórmula 1 como um dos mais milagrosos de todos os
tempos. Foram pelo menos quatro "dádivas divinas".
A primeira,
e maior delas, abençoou Rubens Barrichello. Pô, o cara perde o conjunto
suspensão/pneu traseiro esquerdo no meio da reta, a mais ou menos
300 km/h, se arrebenta na proteção de pneus e volta para os boxes
andando... Só pode ser obra de Deus!
O segundo
milagre ocorreu com a ultrapassagem de Ralf sobre o irmão Michael.
Incrível, após alguns anos fazendo trenzinho o caçula passou o primogênito!
Tá certo, foi meio sem querer, mas valeu. Até acho que ele fez a
manobra por pura obrigação - e não por vontade própria. Já imaginou
se Ralf reduz? O Patrick Head, chefão da Williams, faria picadinho
dele.
Outro
rabudo foi Montoya, que rodou em uma curva, conseguiu tirar o carro
da brita e ainda voltou de frente para a pista. Só esse fato seria
suficiente para dizer que ele teve sorte. Mas aí veio o terceiro
milagre, novamente com Ralf, que tirou o pé e não passou o colombiano.
Por
fim, o espanhol Fernando Alonso também deveria rezar em agradecimento.
Afinal, sua primeira vitória veio da maneira mais fácil possível.
Largou com calma e correu sozinho, ajudado no início da prova por
Mark Webber, que segurou durante muitas voltas o resto do pelotão.
Pode apostar: nunca mais ele vai vencer um GP com tanta tranqüilidade.
É o quarto milagre, que se concretizou com a bandeirada.
Agora,
vamos às novidades. Para variar, Galvão Chatão se embananou inteiro
durante a transmissão da corrida. Depois do primeiro pit-stop, por
exemplo, levou seis horas para perceber o que todo mundo viu em
seis segundos: Schumacher voltando atrás de Montoya. Isso sem falar
que passou um tempão reclamando que o seu computador (com a cronometragem
oficial) "deu pau". Vai ser mala assim lá longe.
Truck
A cada vez que assisto uma prova da Fórmula Truck, fico mais impressionado.
No último domingo, pilotos como Wellington Cirino e Djalma Fogaça
fizeram seus caminhões parecerem karts, tamanha a leveza com que
guiavam pela apertada pista de Campo Grande. Eis um exemplo que
deve ser seguido: a Truck é competitiva, empolgante e, mesmo com
os "pesadões" em circuitos truncados, as ultrapassagens são constantes.
A
frase
"Cadê todo mundo?"
Fernando
Alonso, no início do GP da Hungria, não acreditando que havia disparado
na frente dos seus concorrentes.
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