Abro a coluna com alguns questionamentos:
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Alguém aí viu Nico Rosberg, que estréia na
Fórmula 1 este ano, reclamar dos freios da sua Williams?
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Alguém aí viu Felipe Massa afirmar, em tom lamurioso,
que o acelerador da Ferrari é diferente do da Sauber?
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Alguém aí viu Kimi Raikkonen, o maior pé-frio
do mundo, chorar as pitangas em função dos seus azares
sucessivos?
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Então por que diabos Rubinho não pára de reclamar???
O cidadão já conseguiu encrespar com tudo: ainda
não se acostumou com freios, acelerador, controle de tração
e, novidade, os pneus Michelin, que segundo nosso brilhante especialista
são diferentes dos Bridgestone (fantástica novidade!).
Detalhe: durante a pré-temporada, ele percorreu uma distância
equivalente a 22 GPs. Até minha avó consegue se adaptar
a um carro andando tanto assim. Menos nosso querido Rubinho...
Barrichello esperneou tanto que ficou de castigo. A Honda, como
boa mãe, que vez ou outra precisa educar e até dar
umas palmadas no filho, convocou o barbeiro, digo, brasileiro para
testar pelo time, semana passada, em Valellunga (Itália).
Quase dispensável dizer que o teste não estava previsto.
Quase dispensável dizer que Barrichello continuou torrando
o saco de todo mundo.
Choradeira igual fazem as equipes umas em cima das outras. O primeiro
alvo foi a Ferrari e as suas asas dianteiras flexíveis. Flexibilidade
essa, aliás, comprovada pela televisão alemã
(a saber: qualquer elemento móvel nos aerofólios é
proibido pelo regulamento). A FIA, como sempre acontece nos casos
de denúncias contra Maranello, ficou quietinha. Mas a situação
azedou quando a suspeita recaiu também sobre BMW e Mclaren.
E os três times vão ter de trocar as asas para a próxima
corrida.
Claro que não ficou por aí. A vingança veio
rapidinho. A bola da vez são Honda e Toyota, pelos mesmos
tais aerofólios flexíveis, e a Renault por, dizem,
ter um sistema de controle de largada disfarçado (será,
Alonso?). Virou bandalheira. Por enquanto, a FIA não se pronunciou
sobre essas últimas denúncias.
A lamentar
Costumo lamentar muito as mortes ocorridas no automobilismo. Tudo
bem, os mais fatalistas podem argumentar que os caras sabem do risco
que estão, literalmente, correndo. Mas ninguém espera
se espatifar em outro carro e morrer de múltiplas fraturas
exercendo sua profissão, não é mesmo? Vá
em paz, Paul Dana.

Dica:
Convido a todos os abacaxinautas a visitarem o site www.automobiles.com.br,
quase uma versão online do jornal Jornal MotorBR,
do qual sou editor. As atualizações são diárias. |