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É,
mais uma vez a grande atração de um Grande Prêmio de Fórmula 1 foram
os pit-stops. No último domingo, na Áustria, até princípio de incêndio
teve. Tudo começou - é sempre assim - com o azar de Rubens Barrichello.
Para variar, a Ferrari se atrapalhou no reabastecimento do brasileiro,
deixando-o 20 eternos segundos parado, com uma cara de tacho tão
grande que era possível ver toda sua insatisfação através do capacete.
Ainda
estava pensando naquela velha teoria conspiratória, "a Ferrari só
estraga a corrida do Rubinho", apoiado pelo comentarista Reginaldo
Leme (que na TV dizia a mesma coisa), quando Schumacher entrou nos
boxes. Aí, a comédia foi completa. Coloca bomba, tira bomba e, de
repente, bum! O carro do alemão azedo pega fogo. E Schumacher nem
aí. A Ferrari literalmente torrando e ele tranqüilo, esperando que
apagassem o incêndio. Só se deu o trabalho de dar uma olhadinha
para o lado e ver se tudo estava OK antes de limpar a viseira e,
na seqüência, voltar para a pista. Vai ser calmo assim lá na Groelândia!
Sorte
E olha que dizem que para vencer no esporte é preciso ter "estrela
de campeão". Só que Schumacher anda abusando da sorte. No sábado,
errou uma freada e, mesmo assim, cravou a pole. E no domingo? Foi
pior ainda. Primeiro, seu carro pega fogo. Depois, passou reto numa
curva. Nada disso foi suficiente para tirar sua vitória.
Largadas
A corrida, aliás, quase não ocorreu. Isso porque na hora da largada
sempre tinha alguma Toyota que ficava parada no grid, com o piloto
freneticamente abanando os braços. Como a transmissão da Globo fez
a maior confusão, eu (e o Brasil inteiro) ficamos sem saber com
qual dois carros rolou o problema - ou se foi com os dois. Numa
hora, era o Panis. Noutra, o Da Matta. Na terceira vez jurei para
mim mesmo que voltaria a dormir se a largada fosse abortada novamente.
A propósito, fica a pergunta: como é que os caras da Toyota gastam
milhões de dólares para entrar na Fórmula 1 e não conseguem desenvolver
um sistema de largada decente?
Duelos
Na pista, a grande atração do GP da Áustria ficou por conta dos
duelos entre a dupla da Ferrari e Kimi Raikkonen, da Mclaren. E
é nestas horas que vemos o abismo que separa Schumacher e Barrichello.
O alemão botou a faca entre os dentes e passou Raikkonen por fora,
no peito e na raça. Já o brasileiro ciscou, ciscou e não conseguiu
a ultrapassagem. E quando termina a corrida, Barrichello sempre
tem uma desculpa na ponta da língua. Quando não são os pneus, é
o motor...Ontem foi uma gripe, que curiosamente só apareceu depois
do "banho" - digo, da prova.
Bandeiradas
Carga pesada - O piloto paulista Djalma Fogaça continua dando um
show no campeonato brasileiro de Fórmula Truck. Neste domingo, ganhou
sua terceira prova no ano, em Cascavel, e disparou na liderança
da disputa.
Força
feminina - Aqui no Paraná, mais precisamente em São José dos Pinhais
(região metropolitana de Curitiba), os machões de plantão tiveram
que morder os lábios e se curvar à força das mulheres no automobilismo.
Tudo porque a gaúcha Cristina Rosito ganhou, em dupla com o paranaense
Marcus Peres, a segunda etapa da Fórmula Brascar disputada no último
domingo. Ambos já tinham vencido a etapa de abertura. E mais: o
treino classificatório também foi dominado por uma mulher: a pole,
com o recorde da categoria para a pista, ficou com a gaúcha Letícia
Zanette. Vale lembrar que a Brascar é disputada com protótipos que
ultrapassam os 150 km/h.
A
frase
"Acredito que o pessoal da Ferrari achou que eu estava meio frio
e quis esquentar meu desempenho."
Michael
Schumacher, após o GP da Áustria disputado no último domingo, no
qual sua belíssima Ferrari vermelha quase virou carvão.
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