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O futuro
da Seleção brasileira sob o comando de Parreira é um tanto quanto
duvidoso. A começar pela presença de Zagallo na comissão técnica.
O retorno do velho lobo representa um retrocesso enorme.
Tudo
bem, Zagallo ganhou o que ganhou e merece respeito. Mas já não tem
mais tanto a contribuir para o futebol nacional. Não é um sujeito
atualizado, antenado no que está acontecendo no futebol mundial
- de táticas à administração financeira do esporte.
Mantém
até hoje a mentalidade fútil de que só o amarelo da Seleção Canarinho
ganha jogo. Isso não mais amedronta tanto desde 1974, quando o Carrossel
Holandês provou que discurso salto alto não mete bola na rede de
ninguém. Aliás, não mete medo nem na insignificante China, que empatou
conosco no mês passado.
Para
ocupar o cargo de coordenador, a CBF deveria deixar de lado essa
bobagem de reconhecimento ao personagem mais vencedor do futebol
brasileiro. As homenagens, merecidas, deveriam ficar para os salões
de festas, programas de TV, não para a beira de campo. A confederação
deveria pensar em competência, capacidade. Em alguém que realmente
pode colaborar e acrescentar, como se diz no jargão dos boleiros.
E não apenas ser uma figura burocrática, como já havia sido o Antonio
Lopes em 2002.
Outra
coisa: mesmo tendo passado pouco tempo desde a volta do Parreira,
a Seleção está novamente com cara de panelinha. Não dá para entender
a presença de alguns jogadores. O que estavam fazendo em Portugal
o zagueiro Cris, os volantes Zé Roberto e Flávio Conceição, o lateral
(?) Belletti (como é que pode, esse sujeito não só veste a camisa
da Seleção como saiu na foto do penta?!?!?!), o meia Amoroso? Gente
que não acrescenta absolutamente nada. Só falta ele ressuscitar
o Paulo Sérgio... Ah, o cara tá no Bahia!
Bom
teste
Valeu a derrota de 2 a 1 para Portugal. Jogando contra equipes boas,
pode-se ter uma noção exata de como vão as coisas. Rezemos para
que a CBF agende partidas como essas, e não contra China, Bangladesh,
Trinidad e Tobago, Quênia, entre outros.
Cara
de um...
Portugal tá a cara de Felipão nos tempos de Grêmio: bordoada a rodo.
E a equipe tem o mais fiel seguidor dentro de campo. O que bate
o tal de Fernando Couto não tá no gibi.
...focinho
do outro
E o tal do Deco lembra o Jardel. O cara é daqueles que não fazem
nada a partida inteira, mas tem uma sorte... E pensar que o Felipão
até cogitou em levar o sujeito para a Copa.
Nada
de fenômenos, ainda
No Brasileirão turno-returno, nada de anormal. A não ser, talvez,
o empate do Santos em 2 a 2 com o Paraná. Foi simplesmente o confronto
entre o melhor e o pior participante do Brasileiro 2002 que estão
na disputa deste ano. Muito bonito, o que o Santos tem feito nas
últimas partidas. Mas, ao meu ver, a equipe não é tudo isso. Não
acredito que esse Santos será uma equipe referência, como o próprio
Peixe foi na década de 60, o Flamengo na de 80 ou o São Paulo nos
anos 90. É uma equipe boa, sem dúvida nenhuma. Mas creio eu que
vá passar. Assim como passaram, mas não marcaram, os meninos originais
da Vila, de 78, e os Menudos do Morumbi, de 85. O conjunto não é
de se encher os olhos, destacando-se apenas Diego e Robinho.
E também
não acho que a dupla sensação do momento seja fora de série. Muito
provavelmente eu possa estar errado. Mas, por enquanto, os dois
não chegam nem aos pés de Ronaldo quando tinha a idade deles e jogava
no Cruzeiro. Aquilo sim era um fenômeno, algo fora do comum.
Uma
listra branca, outra listra azul
Lendo a coluna do Caboclo Alaranjado na semana passada, esqueci
de comentar sobre o grande Paysandu. Maravilhosa a campanha do Papão.
Joga sem medo. Também, com a galera que vai ao Mangueirão assistir
aos jogos!! E o time já começa a ganhar adeptos. O que tinha de
torcedor do Papão em Ciudad del Este com camisa e tudo acompanhando
a goleada de 6 a 2 sobre o Tres de Febrero, poucas equipes conseguem
mobilizar. Agora, torço para que o Remo também se destaque, pois
em termos de torcida e festa o principal adversário do Papão não
perde em nada.
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