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Os
novos recrutas do quartel de Parreira
Há
muito tempo não se respirava novos ares tão intensamente na Seleção
brasileira. Depois de alguns meses sem conseguir uma vitória sequer
com a base do escrete pentacampeão, Parreira resolveu abrir mão
dos medalhões e dar chance a algumas das revelações do futebol brasileiro
nos últimos anos. Dos 23 convocados na semana passada, sete são
marinheiros de primeira viagem e apenas três eram titulares na Copa
de 2002. A ocasião é a melhor possível para testar novas caras,
já que a Copa das Confederações é um torneio em que as seleções
dificilmente levam a considerada força máxima.
Tá
certo que a birra dos clubes, que não querem perder jogadores importantes
para a Seleção, atrapalhou um bocado essa última convocação. Por
isso, o time que embarca para o amistoso contra a Nigéria e para
a Copa das Confederações está longe até de ser um esboço da provável
equipe que vai tentar o hexa em 2006. Faltam Diego, Robinho e os
outros craques do Santos. Falta Deivid, que já era bom no Corinthians
e está ainda melhor no Cruzeiro. Falta Mancini, que talvez seja
o melhor lateral-direito a surgir no Brasil depois de Cafu. Faltam
muitos e muitos outros, mas é bom ver que talentos como Gil, Ilan
e Luís Fabiano foram lembrados e vão vestir a amarelinha pela primeira
vez. E é interessante lembrar que alguns desses novos convocados
têm mais experiência do que muitos dos "veteranos". É o caso de
Gil, tantas vezes campeão pelo Corinthians, que só agora é chamado
para o escrete.
A renovação
começa atrasada, mas é extremamente bem-vinda. Até porque as Eliminatórias
da Copa, competição que realmente importa, começam ainda em 2003.

0800-Brasileirão
Carlos
Alberto Torres foi nomeado pela CBF como ouvidor do Campeonato Brasileiro,
atendendo à determinação do Estatuto do Torcedor. Então, vocês já
sabem: qualquer reclamação é com o Capitão do Tri. Só resta saber
se o celular dele vai ficar na área aos domingos.

Quem
é que sobe?
Pra
calar a boca dos recém-rebaixados Palmeiras, Botafogo e Portuguesa,
o campeonato brasileiro da série B está se mostrando mais equilibrado,
disputado e emocionante que o da série A. Em apenas sete rodadas,
a liderança já mudou de mãos duas vezes e o pelotão intermediário
da classificação se transformou numa gangorra vertiginosa, tudo
por conta do equilíbrio.
Vamos
a um exemplo prático. O Remo, aqui de Belém, é um dos clubes que
mais pratica o sobe-desce na Segundona. Depois de vencer o Caxias
na quarta rodada, o time paraense subiu do 18º para o 6º lugar.
Foi só perder para o Santa Cruz na rodada seguinte para que o Leão
despencasse para a 15ª posição. Depois de um empate em casa, contra
o Vila Nova, e de uma vitória fora de casa, sobre o Marília, o Remo
voltou à zona de classificação, agora em 7º lugar.
Quem
também está se aproveitando dessa boa disputa é o Botafogo. O alvinegro
começou o campeonato muito mal, perdendo partidas fáceis e empatando
umas e outras dentro de casa. Bastaram boas vitórias nas últimas
três rodadas para que o Glorioso assumisse a ponta da tabela. Até
quando, não se sabe...
Em
meio a tantas subidas e descidas, o Troféu Eficiência da série B
tem dono: é o União São João. Em sete jogos, foram sete derrotas
e a lanterna absoluta da competição. Vai ser constante assim lá
em Araras!

Enquanto
isso, na Sala de Justiça...
Na
série A, a disputa tende a se polarizar entre três clubes: Cruzeiro,
Internacional e Santos. A diferença é que a Raposa e o Peixe têm
excelentes times que podem sustentar uma regularidade até o fim
do campeonato, ao contrário do Colorado.

Uma
coisa que pouca gente havia percebido em relação ao nosso novo calendário
do futebol: não há intervalo entre o turno e o returno do campeonato
brasileiro. Na Europa, esse interlúdio serve para que os clubes
possam fazer uma nova pré-temporada (mais curta, é claro) e se reforçar.
Só que os cartolas brasileiros esqueceram de copiar esse pequeno
detalhe.
Aí
imagine a seguinte situação... Na virada de temporada dos campeonatos
europeus (de junho a agosto), os times de lá fazem propostas irrecusáveis
pelos craques de Corinthians, Cruzeiro, São Paulo, Santos e etc.
Alguns deles (provavelmente a maioria) têm passe livre e podem muito
bem atravessar o Atlântico atraídos por euros. Na hora de repor
as peças que foram embora, os times brasileiros só podem contratar
jogadores de clubes da série B (baratos, mas de qualidade nem sempre
confiável) ou do exterior (caros, deportados ou em fim de carreira),
porque o regulamento do Brasileirão não permite transferências entre
clubes da mesma divisão (a não ser que o atleta tenha jogado menos
de três partidas).
Uma
falha para ser consertada só em 2004...
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