q
Página principal de Esporte Esportivo
Adicione o ABACAXI ATÔMICO aos seus Favoritos. Faça do ABACAXI ATÔMICO a sua página inicial. Cadastre-se!
Mande o seu recado!
Beagá, 09 de junho de 2003 d.C.
 
Rápidas e rasteiras
Por Caboclo Alaranjado
 

Os novos recrutas do quartel de Parreira

Há muito tempo não se respirava novos ares tão intensamente na Seleção brasileira. Depois de alguns meses sem conseguir uma vitória sequer com a base do escrete pentacampeão, Parreira resolveu abrir mão dos medalhões e dar chance a algumas das revelações do futebol brasileiro nos últimos anos. Dos 23 convocados na semana passada, sete são marinheiros de primeira viagem e apenas três eram titulares na Copa de 2002. A ocasião é a melhor possível para testar novas caras, já que a Copa das Confederações é um torneio em que as seleções dificilmente levam a considerada força máxima.

Tá certo que a birra dos clubes, que não querem perder jogadores importantes para a Seleção, atrapalhou um bocado essa última convocação. Por isso, o time que embarca para o amistoso contra a Nigéria e para a Copa das Confederações está longe até de ser um esboço da provável equipe que vai tentar o hexa em 2006. Faltam Diego, Robinho e os outros craques do Santos. Falta Deivid, que já era bom no Corinthians e está ainda melhor no Cruzeiro. Falta Mancini, que talvez seja o melhor lateral-direito a surgir no Brasil depois de Cafu. Faltam muitos e muitos outros, mas é bom ver que talentos como Gil, Ilan e Luís Fabiano foram lembrados e vão vestir a amarelinha pela primeira vez. E é interessante lembrar que alguns desses novos convocados têm mais experiência do que muitos dos "veteranos". É o caso de Gil, tantas vezes campeão pelo Corinthians, que só agora é chamado para o escrete.

A renovação começa atrasada, mas é extremamente bem-vinda. Até porque as Eliminatórias da Copa, competição que realmente importa, começam ainda em 2003.

0800-Brasileirão

Carlos Alberto Torres foi nomeado pela CBF como ouvidor do Campeonato Brasileiro, atendendo à determinação do Estatuto do Torcedor. Então, vocês já sabem: qualquer reclamação é com o Capitão do Tri. Só resta saber se o celular dele vai ficar na área aos domingos.

Quem é que sobe?

Pra calar a boca dos recém-rebaixados Palmeiras, Botafogo e Portuguesa, o campeonato brasileiro da série B está se mostrando mais equilibrado, disputado e emocionante que o da série A. Em apenas sete rodadas, a liderança já mudou de mãos duas vezes e o pelotão intermediário da classificação se transformou numa gangorra vertiginosa, tudo por conta do equilíbrio.

Vamos a um exemplo prático. O Remo, aqui de Belém, é um dos clubes que mais pratica o sobe-desce na Segundona. Depois de vencer o Caxias na quarta rodada, o time paraense subiu do 18º para o 6º lugar. Foi só perder para o Santa Cruz na rodada seguinte para que o Leão despencasse para a 15ª posição. Depois de um empate em casa, contra o Vila Nova, e de uma vitória fora de casa, sobre o Marília, o Remo voltou à zona de classificação, agora em 7º lugar.

Quem também está se aproveitando dessa boa disputa é o Botafogo. O alvinegro começou o campeonato muito mal, perdendo partidas fáceis e empatando umas e outras dentro de casa. Bastaram boas vitórias nas últimas três rodadas para que o Glorioso assumisse a ponta da tabela. Até quando, não se sabe...

Em meio a tantas subidas e descidas, o Troféu Eficiência da série B tem dono: é o União São João. Em sete jogos, foram sete derrotas e a lanterna absoluta da competição. Vai ser constante assim lá em Araras!

Enquanto isso, na Sala de Justiça...

Na série A, a disputa tende a se polarizar entre três clubes: Cruzeiro, Internacional e Santos. A diferença é que a Raposa e o Peixe têm excelentes times que podem sustentar uma regularidade até o fim do campeonato, ao contrário do Colorado.

Uma coisa que pouca gente havia percebido em relação ao nosso novo calendário do futebol: não há intervalo entre o turno e o returno do campeonato brasileiro. Na Europa, esse interlúdio serve para que os clubes possam fazer uma nova pré-temporada (mais curta, é claro) e se reforçar. Só que os cartolas brasileiros esqueceram de copiar esse pequeno detalhe.

Aí imagine a seguinte situação... Na virada de temporada dos campeonatos europeus (de junho a agosto), os times de lá fazem propostas irrecusáveis pelos craques de Corinthians, Cruzeiro, São Paulo, Santos e etc. Alguns deles (provavelmente a maioria) têm passe livre e podem muito bem atravessar o Atlântico atraídos por euros. Na hora de repor as peças que foram embora, os times brasileiros só podem contratar jogadores de clubes da série B (baratos, mas de qualidade nem sempre confiável) ou do exterior (caros, deportados ou em fim de carreira), porque o regulamento do Brasileirão não permite transferências entre clubes da mesma divisão (a não ser que o atleta tenha jogado menos de três partidas).

Uma falha para ser consertada só em 2004...

 
Caboclo Alaranjado é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em Belém. E-mail: caboclo@abacaxiatomico.com.br.

 

 

©Todos os direitos reservados
Melhor visualizado com Internet Explorer em 800X600

 
ÚLTIMAS MATÉRIAS
Secação alaranjada
O Procon do torcedor brasileiro
A saga de Papão x Boca
Libertadores do Brasil
A lentidão na corrida ao hexa
Confira textos mais antigos...