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| Beagá,
Domingo, 23 de junho de 2002 d.C. |
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Passaram o rodo na Espanha! Por
Marina Peçonha O que pode ser considerada uma calamidade pública mundial? Vejamos: o crescente número de africanos infectados pelo HIV, o eterno conflito entre palestinos e israelenses, a política internacional dos EUA, a situação financeira argentina e, porquê não dizer, também a brasileira. Mas como estamos em tempo de Copa, o maior escândalo não diz respeito nem à política e tampouco aos cataclismas econômicos: claro, tem íntima relação com o futebol, e ao fato de termos acordado às 3:30 da manhã para assistir o roubo descarado que tirou da Espanha a vaga para as semifinais da Copa - vaga essa que a Coréia não teve capacidade de conquistar na bola, e sim no apito do juiz ladrão. É realmente um desaforo. Inacreditável que os jogadores e a torcida coreana ainda tiveram a cara-de-pau de comemorar, como se o mérito fosse do time. Ledo engano e absolutamente revoltante... E para endossar o coro de torcedores espanhóis enfurecidos, minha torcida veemente no próximo conflito vai para a terra do chucrute, onde espero que de cabeça, de mão, pé ou qualquer outro jeito, Ballack e companhia despachem os coreanos. À parte o incidente espanhol, os turcos conseguiram a revanche que tanto queriam contra o Brasil, fruto daquele pênalti em Luizão na primeira fase. Acreditam que podem vencer e chegar ao caneco. Pouco provável, após o bom jogo do Brasil contra a Inglaterra. Se ninguém fizer bobagem nem subestimar o adversário, o Brasil chega lá. E com a Alemanha (quem diria!), já que não deve ser tão provável que o juiz colabore pela terceira vez seguida com os coreanos. Pelo menos é o que eu, os italianos, os espanhóis e, principalmente, os alemães esperam. E em meio à definição das semifinais, o que dizer dos confrontos que definirão os finalistas da Copa 2002? Surpresas? Talvez nem tanto, considerando-se a chave baba da Alemanha, o favoritismo do Brasil, a vaga comprada pelos coreanos e o descaso dos jogadores senegaleses (que nos últimos dias estavam mais em ritmo de festas e compras do que de treinos) para o confronto contra a Turquia. Claro que não chega a ser o óbvio, mas que essa copa entra para a história como a mais imprevisível de todas, isso sem dúvida. Que o Brasil salve o show, então. |
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