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| Beagá,
Quarta, 19 de junho de 2002 d.C. |
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Se me contassem antes, eu não acreditaria Por
Marina Peçonha Antes da Copa do Mundo começar, meu desejo mais íntimo era de que um novo campeão mundial surgisse nos gramados asiáticos. Um time com garra, entusiasmo e amor à camisa, o que não vemos há muito em nenhuma das grandes seleções. Mas daí a imaginar que os sempre favoritos seriam desbancados pelos azarões? Isso nem as previsões mais otimistas conseguiram. Senegal, Coréia do Sul, Turquia e EUA (ainda mais os EUA!!!) nas quartas-de-final de uma Copa do Mundo. Pare o mundo que eu quero descer! De certa forma, foi ótimo ver uma França arrogante cair fora logo de início, uma Argentina morrendo na praia dos ingleses, Portugal fazendo papel de português (o maior vexame da copa), e uma Itália, de salto alto e amarrando o jogo, ser desbancada pela simplicidade oriental. Mas quem apostaria de início que Senegal iria adiante das oitavas e com chances enormes de chegar à semi-final enfrentado o Brasil (afinal de contas, a Turquia não chega a ser páreo para os africanos)? Os EUA, então? Apesar de não ter nenhuma simpatia pelo país, seria um bem enorme à humanidade se passassem pelos tricampeões alemães, que já foram longe demais com aquele timinho feio. E o que dizer da grata surpresa Coréia do Sul? Até que estão jogando direitinho, mas sem a menor malícia, típica de equipes mais experientes. Então a quem, entre os não campeões, creditar o título de 2002? À Espanha, que até agora não decepcionou como em 98. Por que não apostar nos espanhóis a vitória maior? Se passarem pelos coreanos, a Espanha enfrenta EUA ou Alemanha e vence bem a qualquer um dos dois. Daí é esperar pelo Brasil ou Inglaterra, o jogo mais imprevisível e, por isso, o candidato a melhor da copa, superando Senegal e Suécia nas oitavas-de-final. Quanto ao Brasil, espero que passem pelos ingleses, mesmo porque estou torcendo contra os súditos da rainha desde o início. Espero que os brasileiros façam a lição de casa, assim teremos feriado até a semifinal! De qualquer forma, quem ganhar essa partida estará na grande decisão, sem dúvida. Mas daí a vencer a Espanha... só se for o Brasil. |
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