| |
| Beagá,
Sexta, 14 de junho de 2002 d.C. |
|
Brasil e Costa Rica: Foi 5 a 2, mas poderia ter sido 8 a 6 Por
Sukrilius Estou muito preocupado. Muito mesmo. O Felipão precisa ensinar nossos zagueiros a jogar futebol, só isso. A preocupação com os gols que levamos e com os vários gols que poderíamos ter engolido é muito maior do que a felicidade que nosso ataque nos proporciona, principalmente com Ronaldo. Gostaria que o Brasil voltasse a jogar no 4-4-2. O argumento é simples: jogaremos com apenas duas desgraças (dois zagueiros) e não três. Esse jogo foi diferente dos demais, porque a Costa Rica precisava da vitória, então foi para o ataque, favorecendo nossos atacantes. O jogo foi aberto, o nosso ataque teve mais facilidade e chegar ao gol adversário, mas nossa zaga... Não foi uma falha aqui e outra ali. Não adianta o Roque Júnior voltar, nem improvisar o Gilberto Silva. A marcação da seleção brasileira é ridícula. Qualquer um sabe que deve-se marcar o adversário e não a bola. A nossa zaga e os nossos volantes marcam a bola. O Brasil será desclassificado já na próxima fase se não melhorar a marcação, ou então o nosso ataque vai ter que continuar fazendo mais de 2, 3 gols por jogo, o que é pouco provável. Vamos logo às atuações: Marcos: inseguro e saindo mal do gol em algumas ocasiões. Parece que "a ficha caiu", agora ele sabe em que situação ele entrou, com a zaga que possuímos. Péssimo na reposição de bola. Lúcio, Edmílson e Ânderson Polga: sim, posso tranqüilamente avaliar os três juntos, porque o futebol dos três somados não equivale a um zagueiro da Inglaterra ou da Suécia. O Edmílson ainda fez um belo gol, no ataque estamos bem. Mas na defesa, os três zagueiros foram mal na marcação, na cobertura, nos passes, nas bolas aéreas... Deram um show de incapacidade. E a Costa Rica foi incompetente, porque só conseguiu fazer dois gols. Cafu: mal, principalmente na marcação. Foi razoável no apoio. Júnior: muito bem, principalmente no apoio, inclusive fazendo um gol. Gilberto Silva: falhou na marcação de jogadas com a bola parada, jogou abaixo do seu potencial. Juninho: jogou um pouco melhor, mais solto, não errou tantos passes. Não comprometeu. Mas ficou devendo. Aliás, sempre vai ficar, pois joga em uma posição diferente da qual ele está acostumado a atuar. Marcou mal, sobrecarregando o Gilberto Silva. Edílson: bem, o jogo era ideal para ele, para o contra-ataque. Rivaldo: meio sumido. Cobrou bem uma falta, fez um gol, algumas jogadas e... Cadê o Rivaldo? Precisa aparecer mais e fazer mais tabelas. Não ajudou na marcação no meio-campo. Ronaldo: foi bem, marcou presença na área. Fez dois gols e precisa aprimorar as finalizações para compensar os erros da zaga. Entraram: Kléberson: entrou para apagar um incêndio provocado pela afobação e inocência da nossa zaga, que contaminava o meio-campo. Foi discreto, mas ajudou. Ricardinho: recuperou a posse de bola do meio-campo, porque (acreditem!) a Costa Rica estava dominando as ações. Pela primeira e única vez, vou concordar com o Galvão Bueno: ele precisa ser titular. Kaká: nervoso, foi irregular. Tentou algumas jogadas, mas a ansiedade da estréia atrapalhou um pouco. Agora, é sofrer... Com essa, zaga muita gente vai ficar com o coração na mão. E sem bater.
Demais partidas: México 2 x 1 Equador Costa Rica 1 x
1 Turquia Japão 1 x 0 Rússia Coréia do Sul 1
x 1 Estados Unidos Bélgica 1 x 1 Tunísia Portugal 4 x 0
Polônia França 0 x 2 Dinamarca Uruguai 3 x 3 Senegal Alemanha 2 x 0
Camarões Irlanda 3 x 0 Arábia
Saudita Argentina 1 x 1
Suécia Inglaterra 0 x
0 Nigéria Paraguai 3 x 1
Eslovênia Espanha 3 x 2 África
do Sul Turquia 3 x 0 China Itália 1 x 1 México Croácia 0 x 1 Equador Rússia 2 x 3 Bélgica Coréia do Sul 1
x 0 Portugal Japão 2 x 0 Tunísia Polônia 3 x 1 Estados
Unidos |
|
©
Todos os direitos reservados
Melhor visualizado em 800x600 Recomendamos Internet Explorer 4.0 ou superior |