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Metendo
a colher onde não fui chamada
Por
Marina Peçonha
E-mail:
marinapeconha@abacaxiatomico.com.br
Tempo de Copa do Mundo
é tempo de retrocesso nacional. Todos se esquecem de tudo (deve ser por
isso que a sucessão presidencial é sempre em ano de Copa) e se concentram
em falar apenas sobre a Seleção. A grade da tv é alterada completamente
e os programas picaretas de comentaristas de botequim invadem a sala sem
convite prévio. São de aporrinhar qualquer um, onde a ala nacionalista
exalta todos os lances e perdoa todas as falhas da defesa, visando em
seus comentários apenas os pontos fortes da Seleção. Já os ultracontrários
ao esquema tático em vigor reclamam do ataque, do meio de campo, da zaga...
e o mérito quase nunca existe, com algumas ressalvas (êpa: qualquer semelhança
com a política nacional não é mera coincidência). E as transmissões? Haja
disposição para assistir aos 90 minutos, cercado por um festival de patrocinadores
chatos, reportagens inúteis e os comentários dos que pensam entender muito
de futebol... é dose!
Já não basta sofrer
pelo time a trancos e barrancos? Não. Para o festival ser completo é preciso
viver a copa intensamente, ou seja: não se restringir apenas a assistir
aos jogos e torcer contra a Inglaterra. É também ler as previsões furadas
do Zé Dinah e achar ruim com o Cajabis
por ele torcer contra a Itália (trauma de 82). É aturar um Jornal Nacional
"especial" com informações inúteis do Japão e da Coréia (e que nada têm
a ver com futebol), ao invés de saber se o risco Brasil subiu a ponto
de termos que pegar a mala e o passaporte. É jogar na esportiva com a
certeza de ganhar, apostando em Portugal contra os EUA e entrar pelo cano.
E, acima de tudo, ser menosprezada no assunto porque dita a regra que
mulher não entende nada de futebol! E, para piorar, ainda inventam uma
eleição queima-filme dos jogadores mais belos da copa, única distração
para as Amélias que acompanham os jogos com os maridos, namorados e afins.
O pior é que o resultado final foi ridículo!
Assim, é por tais
que desde já Marina Peçonha vai marcar presença no Especial Copa 2002
do ABACAXI ATÔMICO! Antes de qualquer comentário sobre os esquemas táticos,
as chances reais de cada país, os lances de mestre e os resultados das
partidas, a primeira atitude que devo tomar é a de refazer a lista das
beldades da copa. Afinal de contas, lista de bonitões que não tem Paolo
Maldini não é digna de nenhum salão de beleza - a colunista aqui fala
de cadeira, já que teve a oportunidade de apreciar in loco a beldade
em questão...
Os
bonitões da Copa 2002 - por Marina Peçonha
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Vítor
Baía
Portugal, goleiro. |
Paolo
Maldini
Itália, zagueiro (presença assegurada desde a copa de 90, na Itália). |
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Mellberg
Suécia, zagueiro (ocupando a vaga que já foi de Brolin em 90 e 94). |
Michal
Zewlakow
Polônia, zagueiro. |
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Cannavaro
Itália, zagueiro. |
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Aimar
Argentina, meia. |
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Owen
Inglaterra, atacante. |
Capucho
Portugal, atacante. |
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Raúl
Espanha, atacante. |
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