| E o
escocês não pára
de trabalhar!
Ewan McGregor deve gostar muito de atuar. Só neste ano, ele
pôde ser visto (ou ouvido) em Robôs, A Vigança
dos Sith e A Ilha. Em seu próximo trabalho, no entanto, ele
volta às raízes: o cinema independente. O astro de
Trainspotting estrela, ao lado de Sophie Okonedo (Coisas
Belas e Sujas), a comédia britânica independente Scenes
of a Sexual Nature, do diretor estreante Edward Blum. O filme se foca
nos relacionamentos de sete casais durante uma tarde em Hampstead
Heath, no norte de Londres. Será que vem por aí mais
um Simplesmente Amor?
A volta do bichano
Para a alegria das crianças, Garfield - O filme vai ter
sequência. Desta vez, sai o diretor Peter Hewitt e entra
Tim Hill, um dos roteiristas do desenho Bob Esponja. Bill Murray,
dublador original do gato, continua no filme, assim como Breckin
Meyer (Jon) e Jenniffer Love Hewitt (Liz). Quem se junta ao elenco
original é Lucy Davis (Todo Mundo Quase Morto) e Billy Connolly
(O Último Samurai), como o vilão da história.
Embora nem tenha saído do papel, Garfield 2 já tem
data de estréia, prevista para 28 de julho do ano que vem.
Aladdin reciclado e atualizado
A Disney quer levar a história de Aladdin mais uma vez às
telas. A idéia é fazer um filme com atores de verdade
e um enredo trazido para os dias de hoje. Para assumir a direção,
o especialista em comédias inofensivas Adam Shankman (A
Casa Caiu). O difícil vai ser essa nova adaptação
superar o clássico e bem-sucedido desenho de 1992, que trouxe
Robin Williams como o dublador do Gênio da Lâmpada.
Na onda de Sin City
A adaptação de Os 300 de Esparta, famosa grafic novel
de Frank Miller publicada em 1998, vai se render ao recurso da
tela verde para recriar os cenários dos quadrinhos, assim
como Sin City. A história é uma releitura da Batalha
das Termópilas, em que 300 soldados liderados por Leônidas
(Gerard Butler, de Reino de Fogo), rei de Esparta, defenderam a
Grécia da invasão do grandioso exército persa.
Zack Snyder (Madrugada dos Mortos), assume as posições
de diretor e co-roteirista.
Dos palcos para as telas
Depois de levar várias peças de Shakespeare para
as telas - como Muito Barulho por Nada e Hamlet -,
dessa vez, para sair da rotina, Kenneth Branagh escolheu a ópera
A Flauta Mágica, de Mozart. Branagh, que irá dirigir
e produzir o filme, adaptou o roteiro ao lado do amigo, o ator
Stephen Fry
(A Teoria do Amor). O curioso dessa adaptação é o
elenco composto por autênticos atores de óperas e
musicais. Se você não pode ir ao teatro, o teatro
vai até você - com a garantia de Kenneth Branagh.
Primeira impressão
 De
Repente é Amor
Normalmente, não espero muita coisa de uma comédia
romântica estrelada por Ashton Kutcher. No entanto, esse
filme parece sair um pouco do convencional - pelo menos é o
que o trailer sugere. Com a presença da ótima Amanda
Peet, eu até arriscaria assisti-lo no cinema.
Para
assistir ao trailer, é necessário ter o QuickTime
instalado em seu computador - para fazer o download, clique no
logotipo.
Top 5
Decepções: Diretores
(Quase) todo diretor que a gente gosta acaba fazendo uma besteira
que deveria ser apagada do currículo.
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1) Steven Spielberg - Parque dos
Dinossauros 2: O Mundo Perdido
O mestre do cinema de entretenimento, já acostumado
com continuações de sucesso, dirigiu o pior filme
da série Jurassic Park, uma aventura muito tosca.
3 filmes para perdoar o diretor: Tubarão, Os
Caçadores
da Arca Perdida e Jurassic Park: Parque dos Dinossauros. |
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2) Tim Burton - Planeta dos Macacos Um remake tão decepcionante quanto
colocar Mark Wahlberg num papel que foi do
Charlton Heston. Inadmissível deslize
de Tim Burton.
3 filmes para perdoar o diretor: Os Fantasmas
se Divertem, Ed Wood e Peixe
Grande e suas Histórias Maravilhosas. |
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3) Sam Raimi - Por Amor
Um dos filmes mais chatos da década passada. Nem mulher
agüenta tanta monotonia e um casal completamente sem sal
(Kevin Costner e Kelly Preston).
3 filmes para perdoar o diretor: Um Plano Simples, Homem-Aranha
2 e Evil Dead. |
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4) Rob Reiner - O Anjo da Guarda
Um dos maiores fracassos da carreira de Rob Reiner. O filme
pretende ser uma comédia infantil, mas acaba se
tornando um terror, de tão confuso.
3 filmes para perdoar o diretor: A Princesa Prometida, Harry & Sally
- Feitos um para o Outro e Louca Obsessão.
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5) Robert Rodriguez - Prova Final
Na onda dos filmes de horror para adolescentes, esse
foi apenas mais um de qualidade duvidosa. Só a trilha
sonora salva - e os bonitinhos Josh Hartnett e Elijah Wood.
3 filmes para perdoar o diretor: A Balada do Pistoleiro,
Um Drink no Inferno e Pequenos Espiões (ainda não
vi Sin City!). |
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Recomendo: Confissões
de uma Mente Perigosa
Quando George Clooney aparecia em Plantão Médico como
o charmoso Dr. Douglas Ross, pouquíssimas pessoas
imaginariam que um dia ele pudesse ser um diretor invejável.
Com um roteiro de Charlie Kaufman nas mãos,
um ator excepcional como Sam Rockwell e um orçamento
baixo, Clooney cumpriu direitinho a tarefa em Confissões
de uma Mente Perigosa.
Clooney dá uma aula de cinema, com takes criativos
e efeitos de câmera eficientes. Para poupar o orçamento
do filme, o próprio Clooney atua como o misterioso
Jim Byrd. Outra forma que o diretor encontrou para diminuir
os gastos foi convidar a colega Julia Roberts para atuar
por um cachê singelo. Além de Julia, Confissões
de uma Mente Perigosa ainda tem participações
especialíssimas de Matt Damon, Brad Pitt e Andy Garcia.
Se Clooney demonstra uma surpreendente competência
por trás das câmeras, o grande Charlie Kaufman,
vencedor do Oscar de melhor roteiro original deste ano por
Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, comprova
todo o seu talento ao adaptar a autobiografia do produtor
e apresentador de televisão Chuck Barris, um ícone
norte-americano nos anos 60 e 70, que criou programas que
inspiraram os tupiniquins “Namoro na TV” e “Show
de Calouros”. Barris escreveu que quando não
trabalhava na emissora de TV, era um espião da CIA,
um assassino frio programado para conter a “ameaça
comunista”.
O filme adapta para as telas a vida absurda e tragicômica
de Barris. Nada do que é mostrado tem o compromisso
com a verdade, pois a veracidade dos relatos de Barris é duvidosa
- ainda mais que uma agência como a CIA não
nega nem confirma fatos parecidos como os que são
narrados. Um divertimento de qualidade para quem sempre busca
por um bom filme nas monótonas prateleiras das videolocadoras.
Título original: Confessions of a Dangerous Mind
Ano: 2002
País: EUA/ Canadá/ Alemanha
Direção: George Clooney
Com: Sam Rockwell, Drew Barrymore, Julia Roberts, George
Clooney, Rutger Hauer, Maggie Gyllenhaal.
113 min - Colorido.
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