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Beagá, 20 de junho de 2005 d.C.
 
Em A Primeira Noite de Um Homem, Anne Bancroft seduz o ingênuo Dustin Hoffman na pele da madura Mrs. Robinson
Por Lucie Multiplex
 

Adeus a Mrs. Robinson
Faleceu no último dia 6 a atriz Anne Bancroft, imortalizada como a sedutora Mrs. Robinson do filme A Primeira Noite de um Homem. A atriz nova-iorquina morreu de câncer aos 73 anos em sua cidade natal. Formada na Academia Americana de Artes Dramáticas (American Academy of Dramatic Arts), a atriz estreou no cinema em 1952 no filme Almas Desesperadas. Porém, o sucesso veio mesmo com a peça O Milagre de Anne Sullivan, sucesso da Broadway que lhe rendeu o prêmio Tony. A adaptação da peça também deu à atriz seu único Oscar (ela foi indicada cinco vezes ao prêmio). Era casada com o comediante Mel Brooks, com quem atuou em Ser ou Não Ser e Drácula: Morto, Mas Feliz. Sua última participação no cinema foi como dubladora da personagem Sedessa no inédito Delgo, a primeira produção norte-americana em CGI completamente independente.

Mulher-Maravilha “made in Brazil”?
A atriz carioca Morena Baccarin andou conversando com o diretor e roteirista Joss Whedon sobre o aguardado Mulher-Maravilha. Radicada em Nova Iorque, a atriz já participou de duas produções dirigidas e escritas por Whedon, a série Firefly e o filme Serenity. No ano passado, boatos apontaram Whedon como o diretor de X-Men 3, mas ele desmentiu, afirmando que nem mesmo foi convidado para assumir a direção do filme.

Enfim, um diretor e um pôster para X-Men 3
E falando na franquia dos mutantes, após as desistências de Bryan Singer e Matthew Vaughn, os produtores de X-Men 3 conseguiram um diretor definitivo para o filme: Brett Ratner (A Hora do Rush). O novo diretor disse em uma entrevista que quer se manter fiel à franquia a aos personagens. Por enquanto, podemos esperar que o efeito Batman & Robin não seja reprisado. Para quem não se lembra, a direção de Superman Returns esteve nas mãos de Ratner por alguns meses, até o projeto ser engavetado e retomado com força total por Bryan Singer. Outra novidade para os fãs dos X-Men é o lançamento do primeiro pôster de divulgação do filme. Ah, se Wolverine tivesse quatro garras...

História escrita por Steve McQueen inspira filme
Anotações e storyboards do falecido ator Steve McQueen, astro de filmaços como Bullitt e Fugindo do Inferno, servirão de base para Yucatan, longa-metragem que será produzido pela Warner Bros. O extenso material (são mais de 1700 páginas) escrito por McQueen foi encontrado em antigos baús por seu filho e o afilhado. A história é sobre um grupo de ladrões que parte ao México em busca de um tesouro escondido por séculos debaixo da Península de Yucatan.

Tirando dúvidas: The Wicker Man
Essa é pro John Gracinha: The Wicker Man (O Homem de Palha, em português), novo filme de Neil LaBute (A Enfermeira Betty) estrelado por Nicolas Cage, é a refilmagem do filme homônimo estrelado por Christopher Lee em 1973.

Top 5

Musos dos anos 80. Depois das musas, chegou a vez dos musos. Bonitinhos, canastrões, carismáticos ou talentosos, eles enfeitaram muita parede de quarto de menina. Obs.: a escolha de atores que estiveram em Vidas Sem Rumo não foi proposital.

1) Tom Cruise
Nos anos 80, nove em cada dez moças queria namorar o Tom Cruise. O astro ficou mundialmente conhecido em Top Gun: Ases Indomáveis e viu sua carreira ascender desde então. Aos 42 anos, Cruise continua charmoso e exibindo seu famoso sorriso nos tablóides e no cinema.
2) Matt Dillon
No início da carreira, Dillon interpretava adolescentes encrenqueiros. Levava as moças ao delírio com personagens rudes, mas ao mesmo tempo meigos. O diretor Francis Ford Coppola foi o responsável pela popularização de Dillon no cinema com os filmes O Selvagem da Motocicleta e (sim!) Vidas Sem Rumo.
3) Rob Lowe
Típico exemplo do bonitão que poderia fazer boa carreira no carreira, mas que deixou um escândalo sexual e as drogas estragarem tudo. Esteve no clássico O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas e na comédia romântica Sobre Ontem a Noite..., ambos estrelados pela futura estrela Demi Moore.

4) C. Thomas Howell
Mocinhas que nunca assistiram à Admiradora Secreta não tiveram infância (ou adolescência) feliz. Howell sempre teve cara de moleque (vide A Morte Pede Carona), mas não soube aproveitar bem sua jovialidade e talento - e acabou desperdiçando a carreira com filmes-bombas.

5) Ralph Macchio
Alguém se lembra de algum outro filme com o rapaz a não ser a trilogia Karatê Kid? Ah, Vidas Sem Rumo e Meu Primo Vinny (que é da década de 90). Ralph se tornou queridinho das meninas graças a Daniel Sam - e dos meninos também, já que muitos devem ter se interessado por artes marciais graças aos seus filmes.

Recomendo: O Preço de uma Verdade

Stephen Glass era o jornalista mais jovem da redação da revista norte-americana The New Republic, a única presente no Air Force One, o avião do presidente dos Estados Unidos. Seu talento na arte de escrever envolvia os leitores e invejava os colegas de trabalho. Mas como “nem tudo que reluz é ouro”, um dia as mentiras que Glass escrevia para a revista vieram à tona. Foi o final da carreira desse antecessor de Jayson Blair - jovem jornalista que publicou várias matérias falsas no renomado jornal The New York Times até pedir demissão em 2003.

Durante os três anos em que escreveu para a revista (de 1995 a 1998), Glass fabricou 27 das 41 matérias e artigos publicados. Ele não se contentava apenas em inventar dados e fontes para as matérias, como também tirava toda a história e acontecimentos da própria cabeça. Nas reuniões de pauta, Glass era aplaudido por conseguir histórias tão boas. Como seus colegas e superiores não se preocupavam em averiguar se os fatos relatados por ele eram verdadeiros, as matérias eram publicadas e os leitores, enganados.

O Preço de uma Verdade é tão envolvente quanto o carismático Glass. O filme prende a atenção e confunde o espectador que, tal como os colegas e o editor de Glass, acaba acreditando nas justificativas e no olhar de cachorro sem dono do rapaz. O que mais impressiona na história são as artimanhas criadas pelo jornalista para encobrir suas mentiras.

Hayden Christensen (o Anakin Skywalker de Star Wars) consegue demonstrar aqui que é um bom ator, mas é ofuscado pelo desconhecido Peter Sarsgaard, que recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante pelo papel do editor Chuck Lane. Quem quiser apreciar mais o trabalho de Sarsgaard pode procurar na vídeolocadora os surpreendentes Amor a Toda Prova e K-19: The Widowmaker.

Título original: Shattered Glass
Ano: 2003
País: Estados Unidos/Canadá
Direção: Billy Ray
Com: Hayden Christensen, Peter Sarsgaard, Chlöe Sevigny, Steve Zahn, Rosario Dawson, Melanie Lynskey, Hank Azaria
95 min - Colorido.

 
Lucie Multiplex é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em Itatiba (SP). E-mail: lucie@abacaxiatomico.com.br.

 

 

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