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Beagá, 02 de maio de 2005 d.C.
 
Depois de passear pelas vinícolas da Califórnia, Thomas Haden Church vai enfrentar o Homem-Aranha - que mudança, não?
Por Lucie Multiplex
 

Ator de Sideways em Homem-Aranha 3
Indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante este ano, Thomas Haden Church foi o escolhido para interpretar o vilão na terceira aventura de Peter Parker no cinema. Segundo o diretor Sam Raimi, o personagem de Haden será um “fantástico arquiinimigo novo”. Para manter o suspense, nem ao menos a identidade do vilão foi revelada. Homem-Aranha 3 tem estréia prevista para 2007. Até lá, uma enxurrada de filmes de super-heróis - inclusive continuações - deve invadir as telas.

Os Pássaros em versão século XX1
A produtora do diretor Michael Bay (Os Bad Boys), a Platinum Dunes, será responsável por mais um remake de filme de terror. Depois de produzir as novas versões de O Massacre da Serra Elétrica e Horror em Amityville, a produtora decidiu se aventurar com Os Pássaros, de Alfred Hitchcock. O conto de Daphne Du Maurier, que inspirou o original, também servirá como base para essa refilmagem. O filme ainda não tem roteirista e nem diretor. A produtora ainda tem planos para refilmar A Morte Pede Carona, clássico de suspense dos anos 80 estrelado pelos esquecidos C. Thomas Howell e Rutger Hauer.

Produtor quer que Jamie Foxx seja Luke Cage
Luke Cage, primeiro super-herói negro a ganhar sua própria revista, pode ser interpretado por Jamie Foxx, ator que recebeu o Oscar deste ano por Ray, se Neil Moritz, um dos produtores do filme, conseguir concretizar seu desejo. Luke Cage era um homem comum, até participar de uma experiência e ser transformado em um herói que possui a pele resistente. Para quem não sabe, foi esse herói que inspirou Nicolas Cage a adotar o estranho sobrenome no lugar do famoso “Coppola”, uma vez que ele não queria ser reconhecido como o “sobrinho de Francis Ford Coppola”.

Denzel Washington mais uma vez como policial
Se Denzel Washington não fosse ator, poderia seguir a carreira militar, ser policial ou agente do FBI. Aliás, é para o FBI que o personagem de seu próximo filme presta serviços. Deja Vu, thriller romântico produzido pelo bam-bam-bam dos blockbusters, Jerry Bruckheimer (A Rocha, Piratas do Caribe, etc, etc, etc), será estrelado pelo talentoso ator. Washington será dirigido pela terceira vez por Tony Scott, que dirigiu um dos maiores sucessos dos anos 80, Top Gun. A dupla já havia trabalhado junta em Chamas da Vingança e Maré Vermelha. A família Scott já está acostumada a grandes produções: Tony é irmão do diretor Ridley Scott.

Vestido de Dorothy é leiloado
Um dos musicais mais inesquecíveis de todos os tempos teve uma de suas famosas peças do figurino leiloada. O vestido de algodão branco e azul da personagem Dorothy, interpretada por Judy Garland em O Mágico de Oz (1939), foi comprado por 140 mil libras (mais de R$ 670 mil) em um leilão realizado na capital inglesa. A atriz tinha apenas 17 anos quando interpretou uma das personagens mais queridas do cinema. É uma pena que uma peça digna de museu vá parar numa coleção particular.

Favoritos do Festival de Cannes 2005
O cinema de arte tem tudo para ser coroado no Festival de Cannes deste ano, com cinco diretores independentes sendo apontados como os favoritos. Gus Van Sant, que recebeu a Palma de Ouro em 2003 graças ao drama Elefante, mostra Last Days, drama inspirado na vida de Kurt Cobain. Lars Von Trier vai tentar papar o prêmio de novo com Manderley, continuação de Dogville. Em 2000, o diretor foi contemplado com Dançando no Escuro. Jim Jarmursh concorre com Broken Flowers, filme estrelado por Bill Murray. Por fim, Wim Wenders volta ao festival depois de oito anos com o filme Don´t Come Knockin’ e David Cronenberg concorre com seu novo History of Violence. Depois de Michael Moore em 2004, agora os organizadores parecem estar querendo mostrar um gosto maior pela arte.

Top 5

Mães indesejáveis: afinal, o Dia das Mães está próximo e nada melhor do que relembrar as mamães do cinema que nós não gostaríamos de ter!

1) Beverly Sutphin (Kathleen Turner) - Mamãe é de Morte
Ela é capaz de tudo para garantir o bem da família. TUDO mesmo! Enfezar uma mulher como ela (nem tente roubar sua vaga no estacionamento) é mortal.
2) Mrs. Lift (Anne Ramsey) - Jogue a Mamãe do Trem
Uma mãe dominadora que torna a vida de seu filho (Danny DeVito) tão insuportável que ele acaba tendo a idéia de que seria um bom negócio alguém se dispor a matá-la.
3) Pam Jones (Gemma Jones) - O Diário de Bridget Jones e Bridget Jones: No Limite da Razão
Bridget Jones teve a quem puxar. Com uma mãe intrometida como a Pam, fica mesmo difícil para uma mulher problemática arranjar um namorado.

4) Mary Hoff (Brenda Bletyn) - Laura, A Voz de Uma Estrela
Ela se acha a mulher mais maravilhosa do mundo, e trata mal sua filha, uma cantora talentosa que só não mostra a que veio por causa da extrema timidez.

5) Cindy Beugler (Catherine O’Hara) - Orange County: Correndo Atrás do Diploma
Uma mulher desiludida e fútil, que não soube criar o filho mais velho (Jack Black) e não compreende os sonhos do filho mais novo (Colin Hanks).

Não recomendo: O Casamento de Romeu e Julieta

Essa tediosa produção nacional inspirada na melosa peça teatral de William Shakespeare engana direitinho o espectador, principalmente aquele fanático por futebol, que só vai vibrar com o filme em seus minutos iniciais. Aliás, o filme tem erros que até quem não acompanha futebol consegue enxergar. Por exemplo, se a história se passa em meados de 1999, o que é aquele estádio patrocinado pela Pirelli, já que na época era a Parmalat que patrocinava o Palmeiras? Será que o grande diretor Bruno Barreto não achou um ângulo que omitisse esse detalhe?

A única coisa útil que O Casamento de Romeu e Julieta trará para a sua vida é que, depois de assistir ao filme, você terá muitas questões para refletir: pra quê mais uma produção inspirada em Romeu e Julieta, já que todas as novelas da Globo têm pelo menos um “casal adorável completamente apaixonado, impedido de se amar por causa da oposição familiar”? Por que no título do filme tem a palavra casamento? Bem, esses filmes com “casamento” no título ou mostram uma longa cena de matrimônio, ou retratam a sua preparação. E o tal casamento das personagens só ocorre nos segundos finais.

OK, esse não é o pior filme do mundo. Mas me revoltou a pretensão do diretor em transformar uma suposta comédia em um drama insuportável, com personagens irritantes e caricaturais. E é impressionante como nesses filmes dirigidos à família brasileira as personagens mudam de idéia rapidinho. É só a avó de Romeu descobrir que a mocinha está grávida para ela virar a avó corintiana (bleargh!) mais legal do mundo.

Ainda assim quer saber a história? Romeu é corintiano roxo. Julieta é palmeirense roxa. As famílias dos respectivos personagens torcem pelo mesmo time que eles. Eles se apaixonam, literalmente, à primeira vista. A família vai se opor, mas Julieta convence Romeu a fingir que é palmeirense diante de seu pai. Do resto, você já sabe: mentira tem perna curta, assim como a carreira de Barreto se ele não fizer um filme bom da próxima vez.

Título original: O Casamento de Romeu e Julieta
Ano: 2005
País: Brasil
Direção: Bruno Barreto
Com: Luana Piovani, Luís Gustavo, Marco Ricca, Martha Mellinger, Mel Lisboa, Leonardo Miggiorin, Berta Zemmel.
102 min - Colorido.

 
Lucie Multiplex é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em Itatiba (SP). E-mail: lucie@abacaxiatomico.com.br.

 

 

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