| George Clooney
pede fãs em casamento
Uma nova atração no Museu de Cera Madame Tussaud, em
Londres, está prometendo arrancar gritinhos das visitantes
mais histéricas. A novidade é o boneco de cera do bonitão
George Clooney (Mar em Fúria) que pede as fãs em casamento.
A reprodução do ator em tamanho original é um
boneco sentado a uma mesa de restaurante. Tudo que as visitantes
precisam fazer é repetir cantadas de uma lista, disponibilizada
pelo próprio museu, até receber um pedido de casamento
do “ator”. George Clooney foi escolhido não somente
por encabeçar a lista de preferência do museu: o astro é famoso
por sua solteirice.
Indicados ao Globo de Ouro 2005
No último dia 13 foi divulgada a lista dos indicados ao
Globo de Ouro 2005, premiação que contempla os melhores
do cinema e da televisão. O recordista de indicações é a
comédia Sideways, de Alexander Payne, com sete, incluindo
a de melhor filme e diretor. Diários de Motocicleta,
de Walter Salles, recebeu a indicação ao prêmio
de Melhor Filme Estrangeiro. Confira a lista completas dos indicados neste
link.
Madonna se arrisca mais uma vez no cinema
Revolver, filme policial que Guy Ritchie, diretor e
marido da cantora Madonna, está realizando, trará uma participação
de sua esposa. Isso mesmo, depois de se tornar a grande vencedora
do Framboesa de Ouro de pior atriz inúmeras vezes, a cantora
vai se arriscar novamente na telona, e ainda por cima sob a direção
do mesmo que a dirigiu na refilmagem Destino Insólito (Swept
Away), grande vencedor do Framboesa em 2003. Embora tenha
realizado o indiscutivelmente cool Snatch - Porcos e Diamantes,
Ritchie ainda está com imagem negativa em Hollywood por
causa do fracasso de Destino Insólito.
Adaptação
de livro sobre batalha em Fallujah ganha nome de peso
Depois de ter sido alvo de duras críticas no documentário Farenheit 11 de Setembro,
a Guerra do Iraque será levada às
telas mais uma vez. Harrison Ford irá interpretar o general
Jim Mattis, homem que comandou o ataque à cidade de Fallujah,
no Iraque, que resultou na morte de 78 soldados norte-americanos.
O filme será uma adaptação do livro No
True Glory: The Battle for Fallujah, de Bing West, que será lançado
apenas em maio de 2005. Resta saber se o filme vai ser mais um
dramalhão de guerra ou se vai ser um retrato crítico
desse fruto da incompetência administrativa (e interesseira)
de Bush Jr.
O Alquimista:
filmagens no início
de 2005
As filmagens de O Alquimista, adaptação
do livro de Paulo Coelho que se tornou fenômeno de vendas
no mundo todo, começarão no início de 2005,
no Marrocos. A informação foi dada por Laurence Fishburne
(Matrix), que vai dirigir, escrever, produzir e atuar no filme.
Fishburne
irá interpretar o personagem-título e suas diversas
formas tomadas durante a história. Jeremy Irons (A Casa
dos Espíritos) e Madonna (ela de novo!) estão confirmados
no elenco. O ex-Genesis Peter Gabriel trabalhará na composição
da trilha sonora.
Cinema nacional “encolheu” em
2004
O ano de 2004 não foi muito bom para as salas de cinema
brasileiras. Se no ano passado o público dos filmes brasileiros
aumentou cerca de 200% em relação a 2002, neste ano
a platéia diminuiu 20%. Ou seja, o número de espectadores
caiu de 19,25 milhões, em 2003, para 15,41 milhões,
entre janeiro e novembro deste ano. A Filme B, empresa especializada
em estatísticas do setor, divulgou que a participação
do cinema brasileiro no mercado sofreu diminuição
de 25% em comparação a 2003. Mesmo com duas estréias
nacionais neste mês (Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida,
que já estreou, e Meu Tio Matou um Cara, que estréia
no último dia do ano), dificilmente a situação
será revertida.
Os filmes mais vistos nos cinemas brasileiros em 2004
Se nos Estados Unidos foi o grande ogro verde Shrek que reinou
absoluto na bilheterias com Shrek 2, no Brasil o tímido
Peter Parker foi quem atraiu mais pessoas aos cinemas em 2004.
Com 7,7 milhões de espectadores, Homem-Aranha 2 está em
primeiro lugar no ranking dos filmes mais vistos no país
durante este ano. Todos os filmes que vêm a seguir tiveram
um público superior a 4 milhões de pessoas: o polêmico A
Paixão de Cristo, o engraçado Shrek
2, o grande
vencedor do Oscar O Senhor dos Anéis: O Retorno do
Rei e o épico Tróia. Cazuza
- O Tempo Não Pára é o
filme brasileiro mais bem posicionado na lista, em nono lugar,
e Olga aparece em décimo. Shrek 2 se
tornou o terceiro filme mais visto de todos os tempos nos cinemas
americanos, com
uma bilheteria superior a 436 milhões de dólares.
O filme só aparece atrás dos (ainda) insuperáveis Star Wars (1977) e Titanic (1997)
- este último, também
o filme mais visto do globo.
Não
recomendo:
Bridget Jones: No Limite da Razão
O Diário de Bridget Jones,
adaptação
do livro homônimo da inglesa Helen Fielding, era divertido
e com um roteiro bem adaptado. Já a sua continuação
deixa a desejar tanto para quem leu o livro quanto para quem
só havia assistido ao primeiro filme. Mas é garantido
que quem leu o Bridget Jones: No Limite da Razão vá se
decepcionar mais, mesmo porque o melhor trecho do livro (quando
Bridget entrevista de forma medíocre um ator famoso)
não foi adaptado. Mas boa parte da culpa pelo filme
ser um tédio cômico é da direção
de Beeban Kidron, que substituiu a direção
sensível e sensata de Sharon Maguire no primeiro filme
por algo que beira à imbecilidade.
É visível que os roteiristas quiseram transformar
uma comédia romântica em uma comédia
escrachada, que força nas cenas cômicas a ponto
de irritar. De mulher deprimida, iludida e atrapalhada, Bridget
Jones foi transformada em uma babaca sortuda por namorar
um homem tão maravilhoso a ponto de aturar sua demência
- engraçado, ela ficou mais burra depois de começar
o namoro com um homem inteligente. O melhor de Bridget
Jones: No Limite da Razão é um recurso que já foi
utilizado no primeiro filme de forma surpreendente: a briga
entre Mark Darcy (Colin Firth) e Daniel Cleaver (Hugh Grant).
Embora pareça algo repetitivo (feito para reconquistar
a platéia que adorou a cena no filme anterior, o que
eu não discordo), é o melhor do filme.
Renée Zellweger, que ganhou notoriedade em Hollywood
com sua interpretação no primeiro filme, consegue
parecer antipática como a solteirona que conquistou
milhões de telespectadores no mundo todo. Hugh Grant
só serve para mostrar o cinismo, que não vem
de sua interpretação, mas de sua personalidade.
Não há como negar que Colin Firth foi o melhor
do elenco, com sua atuação contida e charmosa
na pele do advogado apaixonado, embora ele devesse ter tido
mais destaque do que as bobagens da Bridget.
No geral, Bridget Jones: No Limite da
Razão não é um
filme ruim. Se você for mulher e estiver a fim de assistir
a um filme no cinema com seu namorado, poderá até se
divertir durante a sessão, mas terá de aturar
os bocejos da sua companhia. Ao sair do cinema, após
dizer que achou o filme legal, refletirá nas bobagens
que foram assimiladas e repetirá com orgulho: Não
sou mais uma Bridget Jones!
Título original: Bridget Jones: The Edge of Reason
Ano: 2004
País: EUA/ Reino Unido/ Irlanda/ França/ Alemanha
Direção: Beeban Kidron
Com: Renée Zellweger, Colin Firth, Hugh Grant, Jacinda
Barrett, Gemma Jones, Jim Broadbent.
108 min - Colorido.
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