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Beagá, 20 de dezembro de 2004 d.C.
 
Só mesmo no museu de cera...
Por Lucie Multiplex
 

George Clooney pede fãs em casamento
Uma nova atração no Museu de Cera Madame Tussaud, em Londres, está prometendo arrancar gritinhos das visitantes mais histéricas. A novidade é o boneco de cera do bonitão George Clooney (Mar em Fúria) que pede as fãs em casamento. A reprodução do ator em tamanho original é um boneco sentado a uma mesa de restaurante. Tudo que as visitantes precisam fazer é repetir cantadas de uma lista, disponibilizada pelo próprio museu, até receber um pedido de casamento do “ator”. George Clooney foi escolhido não somente por encabeçar a lista de preferência do museu: o astro é famoso por sua solteirice.

Indicados ao Globo de Ouro 2005
No último dia 13 foi divulgada a lista dos indicados ao Globo de Ouro 2005, premiação que contempla os melhores do cinema e da televisão. O recordista de indicações é a comédia Sideways, de Alexander Payne, com sete, incluindo a de melhor filme e diretor. Diários de Motocicleta, de Walter Salles, recebeu a indicação ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. Confira a lista completas dos indicados neste link.

Madonna se arrisca mais uma vez no cinema
Revolver, filme policial que Guy Ritchie, diretor e marido da cantora Madonna, está realizando, trará uma participação de sua esposa. Isso mesmo, depois de se tornar a grande vencedora do Framboesa de Ouro de pior atriz inúmeras vezes, a cantora vai se arriscar novamente na telona, e ainda por cima sob a direção do mesmo que a dirigiu na refilmagem Destino Insólito (Swept Away), grande vencedor do Framboesa em 2003. Embora tenha realizado o indiscutivelmente cool Snatch - Porcos e Diamantes, Ritchie ainda está com imagem negativa em Hollywood por causa do fracasso de Destino Insólito.

Adaptação de livro sobre batalha em Fallujah ganha nome de peso
Depois de ter sido alvo de duras críticas no documentário Farenheit 11 de Setembro, a Guerra do Iraque será levada às telas mais uma vez. Harrison Ford irá interpretar o general Jim Mattis, homem que comandou o ataque à cidade de Fallujah, no Iraque, que resultou na morte de 78 soldados norte-americanos. O filme será uma adaptação do livro No True Glory: The Battle for Fallujah, de Bing West, que será lançado apenas em maio de 2005. Resta saber se o filme vai ser mais um dramalhão de guerra ou se vai ser um retrato crítico desse fruto da incompetência administrativa (e interesseira) de Bush Jr.

O Alquimista: filmagens no início de 2005
As filmagens de O Alquimista, adaptação do livro de Paulo Coelho que se tornou fenômeno de vendas no mundo todo, começarão no início de 2005, no Marrocos. A informação foi dada por Laurence Fishburne (Matrix), que vai dirigir, escrever, produzir e atuar no filme. Fishburne irá interpretar o personagem-título e suas diversas formas tomadas durante a história. Jeremy Irons (A Casa dos Espíritos) e Madonna (ela de novo!) estão confirmados no elenco. O ex-Genesis Peter Gabriel trabalhará na composição da trilha sonora.

Cinema nacional “encolheu” em 2004
O ano de 2004 não foi muito bom para as salas de cinema brasileiras. Se no ano passado o público dos filmes brasileiros aumentou cerca de 200% em relação a 2002, neste ano a platéia diminuiu 20%. Ou seja, o número de espectadores caiu de 19,25 milhões, em 2003, para 15,41 milhões, entre janeiro e novembro deste ano. A Filme B, empresa especializada em estatísticas do setor, divulgou que a participação do cinema brasileiro no mercado sofreu diminuição de 25% em comparação a 2003. Mesmo com duas estréias nacionais neste mês (Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida, que já estreou, e Meu Tio Matou um Cara, que estréia no último dia do ano), dificilmente a situação será revertida.

Os filmes mais vistos nos cinemas brasileiros em 2004
Se nos Estados Unidos foi o grande ogro verde Shrek que reinou absoluto na bilheterias com Shrek 2, no Brasil o tímido Peter Parker foi quem atraiu mais pessoas aos cinemas em 2004. Com 7,7 milhões de espectadores, Homem-Aranha 2 está em primeiro lugar no ranking dos filmes mais vistos no país durante este ano. Todos os filmes que vêm a seguir tiveram um público superior a 4 milhões de pessoas: o polêmico A Paixão de Cristo, o engraçado Shrek 2, o grande vencedor do Oscar O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei e o épico Tróia. Cazuza - O Tempo Não Pára é o filme brasileiro mais bem posicionado na lista, em nono lugar, e Olga aparece em décimo. Shrek 2 se tornou o terceiro filme mais visto de todos os tempos nos cinemas americanos, com uma bilheteria superior a 436 milhões de dólares. O filme só aparece atrás dos (ainda) insuperáveis Star Wars (1977) e Titanic (1997) - este último, também o filme mais visto do globo.

Não recomendo: Bridget Jones: No Limite da Razão

O Diário de Bridget Jones, adaptação do livro homônimo da inglesa Helen Fielding, era divertido e com um roteiro bem adaptado. Já a sua continuação deixa a desejar tanto para quem leu o livro quanto para quem só havia assistido ao primeiro filme. Mas é garantido que quem leu o Bridget Jones: No Limite da Razão vá se decepcionar mais, mesmo porque o melhor trecho do livro (quando Bridget entrevista de forma medíocre um ator famoso) não foi adaptado. Mas boa parte da culpa pelo filme ser um tédio cômico é da direção de Beeban Kidron, que substituiu a direção sensível e sensata de Sharon Maguire no primeiro filme por algo que beira à imbecilidade.

É visível que os roteiristas quiseram transformar uma comédia romântica em uma comédia escrachada, que força nas cenas cômicas a ponto de irritar. De mulher deprimida, iludida e atrapalhada, Bridget Jones foi transformada em uma babaca sortuda por namorar um homem tão maravilhoso a ponto de aturar sua demência - engraçado, ela ficou mais burra depois de começar o namoro com um homem inteligente. O melhor de Bridget Jones: No Limite da Razão é um recurso que já foi utilizado no primeiro filme de forma surpreendente: a briga entre Mark Darcy (Colin Firth) e Daniel Cleaver (Hugh Grant). Embora pareça algo repetitivo (feito para reconquistar a platéia que adorou a cena no filme anterior, o que eu não discordo), é o melhor do filme.

Renée Zellweger, que ganhou notoriedade em Hollywood com sua interpretação no primeiro filme, consegue parecer antipática como a solteirona que conquistou milhões de telespectadores no mundo todo. Hugh Grant só serve para mostrar o cinismo, que não vem de sua interpretação, mas de sua personalidade. Não há como negar que Colin Firth foi o melhor do elenco, com sua atuação contida e charmosa na pele do advogado apaixonado, embora ele devesse ter tido mais destaque do que as bobagens da Bridget.

No geral, Bridget Jones: No Limite da Razão não é um filme ruim. Se você for mulher e estiver a fim de assistir a um filme no cinema com seu namorado, poderá até se divertir durante a sessão, mas terá de aturar os bocejos da sua companhia. Ao sair do cinema, após dizer que achou o filme legal, refletirá nas bobagens que foram assimiladas e repetirá com orgulho: Não sou mais uma Bridget Jones!

Título original: Bridget Jones: The Edge of Reason
Ano: 2004
País: EUA/ Reino Unido/ Irlanda/ França/ Alemanha
Direção: Beeban Kidron
Com: Renée Zellweger, Colin Firth, Hugh Grant, Jacinda Barrett, Gemma Jones, Jim Broadbent.
108 min - Colorido.

 
Lucie Multiplex é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em Itatiba (SP). E-mail: lucie@abacaxiatomico.com.br.

 

 

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