| "Um
filme que glorifica o sadismo e a tortura"; "anti-semitismo
puro"; "humilhante e degradante"; "filme controverso";
"a mais longa sessão de tortura já contada";
"pode ser usado para apoiar opiniões anti-semitas";
"embrutecedor, violento, desumano e sadomasoquista"; "absoluta
estupidez do ponto de vista da História"; e mais e mais
balelas a respeito de A Paixão de Cristo são
noticiadas diariamente a cada lançamento mundo afora.
Agora, cá entre nós: esses bispos,
rabinos, religiosos e afins que estão a criticar o filme
acreditam piamente que os momentos cruciais da vida de Jesus ocorreram
na maior normalidade? Que flores cobriam a via crucis, que não
houve flagelação e que sequer jorrou sangue da cruz?
Será que na visão desses espectadores todo o martírio
foi um mar de rosas com dignidade, respeito e zelo por Cristo? O
quão sádicos eram os romanos na época? Qualquer
livro de história é capaz de calar essas controvérsias
a respeito.
Quantos
filmes foram feitos retratando a vida de Cristo? Rei dos Reis,
O Evangelho Segundo São Mateus, Jesus de Nazaré...
Em todos os aspectos, a paixão e morte de Jesus são
evocados da mesma maneira, a história por si todos sabem.
Entretanto, o realismo com que cada detalhe é tratado em
A Paixão de Cristo faz a diferença em todos
os aspectos, principalmente na personificação de Jesus
como um homem de carne e osso igual aos outros e que passava por
sofrimentos, medos, angústias como qualquer mortal. O filme
é bem feito, tem ótimas interpretações,
como a de Maia Morgenstern no papel de Maria, a mãe de Jesus
(curiosamente, o nome de Monica Bellucci, que faz Maria Madalena,
vem em primeiro lugar nos letreiros).
O que
marca o filme de Mel Gibson é a violência e o sangue
que jorram na tela a cada passo de seu personagem principal - uma
belíssima interpretação de Jim Cavazel, diga-se
de passagem. Violência por violência, as telas do cinema
estão repletas, seja em faroestes, na ficção
científica, nas lutas marciais e em filmes de guerra, onde
o sangue sempre correu solto. Mas, claro, o protagonista não
era Jesus... e com isso, o sentimento de culpa aflora em toda a
humanidade, onde alguns rejeitam enxergar a violência dos
fatos.
Qualquer leigo que tenha lido os evangelhos em qualquer
momento de sua existência e tenha visto o filme de Mel Gibson
sabe perfeitamente que a película retrata apenas o que está
escrito, sem tirar nem colocar. Se existe um ou outro detalhe que
não condiz com os Evangelhos... enfim, quem estava lá
mesmo para saber? Toda história contada, mesmo sendo escrita,
sofre distorções daquilo que realmente aconteceu.
Mas assim também não é a arte e o encanto do
mundo cinematográfico?
Dizer
que o filme é sádico, anti-semita ou qualquer outro
tipo de baboseira serve apenas para aumentar a bilheteria e a conta
bancária de Mel Gibson - a produção já
ultrapassou os 60 milhões de dólares fora dos EUA.
Por
outro lado, e graças a toda essa poeira levantada pelo filme,
vários criminosos estão se redimindo perante a lei,
dada a comoção provada pelo filme (certamente, estavam
temendo o inferno). A verdade é que em qualquer sessão
de A Paixão de Cristo reina um silêncio mortal
onde podem ser ouvidos choramingos, narizes fungando, certamente
seguidos de lágrimas a brotar dos olhos dos espectadores.
Parece que, ao final do filme, a platéia em peso vai se dirigir
ao confissionário mais próximo. Quem quiser se impressionar,
que o faça. Sua alma só tem a ganhar.
A
remissão dos pecados...
O filme A Paixão de Cristo já opera milagres.
Em um deles, um neonazista de 41 anos oriundo da Noruega confessou
à polícia sua participação em atentados
a bomba contra anarquistas ocorridos há dez anos em Oslo,
em uma onda de conflitos entre neonazistas e anarquistas - um crime
até então sem solução. Já no
Texas, um homem de 21 anos confessou o assassinato de uma jovem
de 19 anos que esperava um filho seu. O homicídio ocorreu
no início do ano e o rapaz, arrependido, confessou o crime
à polícia. Isso tudo aconteceu após ambos assistirem
ao filme e temerem veementemente o inferno. Parece que nenhum político
ainda assistiu ao filme, pelo menos aqui no Brasil...
O
futebol a invadir as telas
Depois de A Paixão, Gibson se volta para os gramados.
Exatamente: uma trilogia sobre o futebol será produzida pelo
polêmico diretor e distribuída por sua empresa, a Icon.
O primeiro filme já começa a ser rodado em abril e
retrata um jovem hispânico que vive em los Angeles e sonha
em ser uma estrela mundial, personagem interpretado por Dirgo Luna.
Já o segundo filme vai mostrar a ascensão do craque
em grandes times da Europa, culminando na Copa do Mundo de 2006,
na Alemanha. A trilogia tem o patrocínio da Fifa e a direção
será do inglês Michael Winterbottom.
De
007 a Matador
Pierce Brosnan vai encarar um matador de aluguel durante as filmagens
de The Matador, que já está em plena produção
no México. Segundo o otimista astro irlandês, o filme
será espetacular. A direção será de
Richard Shepard e no elenco estão também Greg Kinnear
(Melhor Impossível), Hope Davis (O Beijo da
Morte) e os mexicanos Roberto Zonza e Claudia Lobo. Não
há data definida para a estréia.
A
novela Indiana Jones continua
Depois da desilusão dos fãs no fracasso das negociações
de roteiro entre Frank Darabont e George Lucas, o australiano Stuart
Beattie foi o escolhido para colocar o ponto final no roteiro de
Indiana Jones 4. Para quem não sabe, Beattie foi
o roteirista de Piratas do Caribe, onde realizou um belo
trabalho. É aguardar pra ver.
Estava
demorando
Você pode até não conhecê-lo, mas o seu
filho, sobrinho ou qualquer criança com certeza sabe quem
é Bob Esponja. E como todo desenho animado que faz um baita
sucesso entre as crianças, a esponja que vive em um abacaxi
(é isso mesmo? Será um abacaxi "atômico"?)
terá sua vez. Com vozes de Scarlett Johansson, Alec Baldwin
e Jeffrey Tambor, o desenho The SpongeBob SquarePants Movie
tem sua estréia mundial marcada para o final do ano. A direção
é do criador da série animada, Stephen Hillenburg.
Pais e tias: preparem-se.
A
internet é uma mãe
Os cinéfilos de plantão amam, adoram a internet. Tanto
que baixam de 400 a 600 mil filmes a cada dia em todo o mundo através
do sistema P2P provocando a ira da indústria cinematográfica,
isso segundo a Associação Americana de Cinema. Diferentemente
das cópias em vídeo piratadas, a mídia digital
pode ocasionar inúmeras cópias sem perda da qualidade
de imagem ou vídeo, o que faz a alegria dos piratas da rede.
Por outro lado, a poderosa indústria afirma que os prejuízos
são cada vez maiores, sendo impossível a criação
de taxas e impostos para diminuir o suposto preju, como a taxa de
fitas de vídeo instaurada em 1982 pelo Congresso Americano.
Enquanto a soluçao para o problema está longe de ter
fim, a pirataria faz a festa.
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