| A
polêmica está nas telas. Você já viu?
Provavelmente não, já que A Paixão de Cristo
só chega às telas na próxima sexta-feira, dia
19 (a não ser que você tenha descolado seu lugar em
alguma das pré-estréias, o que não foi o nosso
caso). Quem acompanha a coluna sabe dos percalços do filme
desde a sua pré-produção até a estréia
americana, e toda a repercussão que vem tendo desde então.
Anteriormente considerado um provável fiasco de bilheteria,
o filme de Mel Gibson já deu retorno dos custos da produção
devido à bilheteria que ultrapassa os 200 milhões
de dólares nos EUA, onde em algumas cidades os ingressos
chegaram a se esgotar. Mel Gibson deve faturar 150 milhões
de dólares livres pelo filme, que custou uns 30 milhões
de produção + 20 de divulgação. Em uma
sessão na cidade de Wichita, no estado do Kansas, uma mulher
de aproximadamente 50 anos teve um enfarte durante a cena da crucificação
(dizem ser a mais emocionante e violenta). À parte de toda
essa polêmica, os livreiros comemoram, já que o filme
impulsionou também o interesse pela literatura bíblica.
Nada como pôr lenha na fogueira para aumentar ainda mais a$
polêmica$.
O
filme em si...
...também não escapa dos olheiros de plantão.
Segundo o site MovieMistakes,
A Paixão de Cristo tem um monte de erros não
apenas de continuidade, mas também de roteiro. Um dos deslizes
técnicos pode ser percebido na cena da crucificação,
onde a mão do ator que protagoniza Cristo, Jim Caviezel,
aparece junto com a prótese martelada na cruz. Credo!!!
Questionamentos
Os bispos católicos das Filipinas aprovaram o filme, recomendando-o
aos fiéis. Já os bispos brasileiros que o assistiram,
estão divididos. Alguns o defendem veementemente, alegando
que A Paixão de Cristo "é historicamente
correto e profundamente emotivo, e que a violência mostrada
nele representa a força de Jesus". Para outros bispos
que fizeram declarações a respeito, o filme não
coloca nem os romanos tampouco judeus como os vilões, mas
simplesmente expressa o que diz a Bíblia. Para Dom Odilo
Pedro Scherer, o diretor Mel Gibson apenas passou para as telas
a "realidade que está nos evangelhos (...) no seu estilo
artístico com imagens chocantes, com muito sangue".
Já o Rabino referência nacional e presidente da Congregação
Israelita Paulista Henry Sobel discursou afirmando que o filme é
pura violência, não está calcado em fundamentação
teórica de credibilidade e que nem mesmo alguns dos bispos
católicos que o acompanhavam na sessão privada do
filme aplaudiram ou elogiaram a produção. A preocupação
fundamental do Rabino e de dúzias de descontentes com A
Paixão de Cristo é que ele possa vir a fomentar
o anti-semitismo.
Alguns
clamam pela proibição
Um advogado de São Paulo entrou com um requerimento na justiça
para proibir a exibição de A Paixão de
Cristo no país. Segundo ele, o filme é um apelo
à violência e explicitamente preconceituoso, além
de ser anticristão. Jacob Pinheiro Goldberg fez o pedido
à Secretaria Especial de Direitos Humanos no último
dia 09, alegando apologia ao racismo e solicitando, no mínimo,
censura 18 anos (a previsão é de 14). O ministro Nilmário
Miranda, responsável pela pasta, ainda não deu seu
parecer a respeito. A propósito, Jacob Pinheiro teve acesso
ao filme através de um DVD pirata de um amigo, comprado em
uma entre milhares de bancas de camelôs da capital paulista.
Indo
ao cinema durante a quaresma
Nos bastidores sempre tem alguém querendo lucrar com toda
essa polêmica e o filme outrora rejeitado pelas distribuidoras
ganha espaço até na TV. A Fox, que distribui o filme,
começa a divulgá-lo nas telinhas brasileiras em intervalos
de programas de grande audiência. O apelo à cristandade
em tempos de quaresma certamente ampliará a bilheteria.
Filme
Hollywoodiano em terras tupiniquins
Genesis Code, estrelado por Andy Garcia, será filmado
no Brasil. A trama, que não teve maiores detalhes divulgados,
é baseada no romance de John Case e o filme será dirigido
por Hugh Hudson. O motivo pelo qual os produtores decidiram-se por
nosso país é devido aos baixos custos de produção
- aqui, o dólar rende mais.
Papel
antigo vira dinheiro
Um leilão em Londres arrecadou nada menos que R$ 1 milhão
por cerca de 200 cartazes antigos de cinema. O cartaz mais valorizado
foi o do filme Bonequinha de Luxo, de 1961 e com Audrey
Hepburn no elenco, seguido por Expresso de Xangai, de 1932
e estrelado por Marlene Dietrich. O próximo leilão
de cartazes raros acontece em setembro, por isso remexa suas gavetas
e veja se não há nada de valor entre suas quinquilharias
cinematográficas!
Aparecida
até demais
A atriz Nicole Kidman não se cansa de ganhar dinheiro, sendo
vista em diversas produções simultaneamente em cartaz.
E quem ainda não enjoou da australiana pode esperar mais
um pouquinho para conferir suas novas aparições: American
Darlings (com Jennifer Lopez), filme que volta à década
de 40, mostrando um grupo musical composto apenas por mulheres.
A segunda produção é A Feiticeira e o Guarda-Roupa,
uma obra infantil adaptada pela Disney - não confundir com
a adaptação cinematográfica de A Feiticeira,
aquele seriado, lembra? A propósito, esse também está
em pré-produção. Mas prosseguindo, Kidman estará
presente em Birth e The Stepford Wives, que já
se encontram em fase de pós-produção, além
de estar filmando neste momento (agora, nesse exato instante mesmo!)
The Interpreter e Alexandre, o Grande. Projetos
futuros envolvendo o nome da oscarizada (ainda estão no papel,
mas já foram anunciados) são The Producers
e Emma's War.
Depois disso, bem que Kidman poderia sair de férias...
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