Quarta-feira, Abril 26, 2006
A Pantera Cor-de-rosa
The Pink Panther, EUA, 2006. Direção de Shawn Levy. Com Steve Martin, Kevin Kline, Jean Reno, Beyoncé Knowles, Emily Mortimer, Henry Czerny. Cor, 93 minutos.
Site oficial: http://www.foxfilm.com.br/apanteracorderosa/
Site IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0383216/É impossível resenhar o novo
A Pantera cor-de-rosa sem mencionar o nome do inesquecível Peter Sellers, um dos atores mais engraçados do cinema. Sellers imortalizou o Inspetor Jacques Clouseau em cinco filmes, todos dirigidos por Blake Edwards. A idéia de adaptar o primeiro filme dessa série, entregando a direção ao responsável pelo desastroso (no pior sentido da palavra)
Recém-casados, parecia infeliz. Mas as maiores dúvidas quanto à qualidade do filme surgiram quando anunciaram a presença da cantora Beyoncé Knowles como uma importante personagem do longa e colocaram um assassinato como principal elemento da trama. Nem tudo parecia perdido: Steve Martin encarnaria Clouseau, enquanto o ótimo Kevin Kline seria seu superior, o Inspetor Chefe Dreyfus. Sem contar a presença do competente Jean Reno, de longe o melhor do filme.
Infelizmente, as raras cenas engraçadas de
A Pantera cor-de-rosa estavam todas em seu trailer. E, sim, é impossível afirmar que Steve Martin interpreta o mesmo Clouseau que Sellers. Enquanto o original é ingenuamente desastrado, engraçado e convencido, a cópia não passa de uma junção mal-feita de clichês - o filme, aliás, é um amontoado de clichês. Ao comparar o filme original com o remake, não quero dizer que o primeiro seja uma obra-prima. É apenas uma boa comédia, que diverte do início ao fim, com um Peter Sellers inspirado como o coadjuvante que rouba a cena do protagonista vivido por David Niven.
A trama, aqui, é o de menos: Técnico de futebol da seleção francesa é assassinado no momento em que o país festeja a vitória sobre a China. Quem matou Yves Gluant? E quem roubou a "pantera cor-de-rosa", um famoso anel com um enorme diamante rosa usado por Yves? (Outra dúvida: que tipo de homem usaria um diamante rosa no dedo?)
Para distrair a imprensa francesa, o narcisista Dreyfus chama o medíocre guarda Clouseau. Ou seja: Enquanto Clouseau desvia a atenção da mídia como se fosse o inspetor responsável pela investigação - e acredita sê-lo -, Dreyfus e sua equipe farão seu trabalho em paz. Enfim,
A Hora do Rush 3. E o que a Beyoncé tem a ver com isso? Ela é a cantora pop (oh, que óbvio) Xania, namorada do tal técnico francês, que sofre tanto com sua morte que dias depois vai a um estúdio gravar um disco. Todas as suspeitas caem primeiramente sobre ela, que não hesita em utilizar decotes a seu favor. Medíocre também é a personagem da pobre Emily Mortimer, uma secretária usada como mera desculpa para colocarem cenas que vemos em filmes do calibre de
Todo mundo em pânico.
Além de desperdiçar bons atores, o filme desperdiça também a bela capital francesa. Até as locações mais bonitas utilizadas perdem o charme quando o pior do pastelão entra em cena. A própria abertura, protagonizada pela imortal versão animada da Pantera cor-de-rosa e por um Clouseau repaginado, é chata e nada empolgante.
Para não dizer que quem viu o trailer assistiu ao melhor do filme, há uma participação especial que compensa parte do dinheiro gasto no ingresso: Clive Owen, como o agente 006. (Na época das filmagens, quando discutiam quem seria o próximo James Bond, Owen foi cogitado. E como a MGM é a detentora dos direitos de
A Pantera cor-de-rosa e de
007, a brincadeira fica ainda mais engraçada).
Conclusões:
1- Deveriam ser proibidos remakes de filmes estrelados por Peter Sellers.
2- Steve Martin deve voltar a fazer comédias inteligentes, como
Os Safados,
O tiro que não saiu pela culatra e
Os Picaretas. E não deve mais escrever roteiros.
3- Beyoncé deve se dedicar exclusivamente à carreira musical (eu não ouço Jovem Pan mesmo...)
4- Kevin Kline e Jean Reno, por favor, leiam os roteiros antes!
5- Um dia, o diretor Shawn Levy vai ter que se contentar dirigindo filmes com nomes como Ashton Kutcher, Freddie Prinze Jr., Sarah Michelle Gellar e Britney Spears no elenco.
Avaliação:
:: Postado por Lucie Multiplex às 22:22
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Sexta-feira, Abril 14, 2006
V de Vingança

V for Vendetta, EUA / Alemanha, 2006. Direção de James McTeigue. Com Natalie Portman, Hugo Weaving, Stephen Rea, John Hurt, Roger Allam, Clive Ashborn, Sinéad Cusack. Cor, 132 minutos.
Site oficial: http://wwws.br.warnerbros.com/vforvendetta
Site IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0434409
Depois da absurda e desastrosa conclusão da trilogia
Matrix, eis que os irmãos Chatówski estão de volta, assinando o roteiro de mais uma adaptação de Hqs de Alan Moore para o cinema. E aqui vemos que os irmãos querem mesmo é passar a perna no espectador, fingindo que entendem de muita coisa e que têm algo de relevante para falarem sobre terrorismo, tiranias, ameaça à democracia, o escambau.
Bem, se há alguma virtude no filme é o fato de o estreante James McTeigue (assistente de direção em
Matrix) levar o filme numa boa, sem inventar moda, deixando a narrativa fluir. Ou seja, o filme é aquilo que deveria ser: uma adaptação de uma outra obra para o cinema, e não uma mera transposição dos quadrinhos para a tela grande - a meu ver, o principal problema de
Sin City, que não passa de uma bobagem espetacularmente bem produzida. Gente, vamos parar de besteira: cinema é cinema. Ponto final. É uma burrice cavalar ficar fazendo comparações do tipo "ah, mas era assim no livro e é assado no filme", ou então "mas é que nos quadrinhos..." Ora bolas, é claro que haverá diferenças, para o bem ou para o mal. O cinema, crianças, é a mais dinâmica das artes, neste sentido acaba por "engolir" todas as outras, desenvolvendo uma linguagem completamente diferente.
A história é a seguinte: o personagem V é um mascarado que luta por liberdade em uma Inglaterra num futuro próximo dominada pelo medo e oprimida por um governo autoritário. V é um homem em busca de vingança por ter sofrido maus bocados, ter sido preso e torturado, além de ter tido seu rosto completamente desfigurado. Seu caminho cruza com o de Evey (Natalie Portman), quando ela sai às ruas tarde da noite, desafiando o toque de recolher em vigor. Patrulheiros disfarçados tentam violentá-la, e eis que surge nosso bravo herói para salvar a mocinha. Entre idas e vindas, V e Evey começam uma ligação que se inicia como de um mestre para uma aprendiz, já que ela será definitivamente influencida por suas idéias revolucionárias, mas que no decorrer do filme se transforma em uma mal ajambrada versão pós-moderna de
A Bela e a Fera.
No decorrer do filme, V vai (essa foi horrível...) matando gente com vontade, e todas as suas vítimas têm alguma ligação com seu passado. O inspetor Finch tenta detê-lo e acaba por descobrir a verdade que sustenta o regime com o qual compactua. Há membros do governo envolvidos com a indústria farmacêutica e todos escondem um determinado centro de detenções utilizado pelo governo anos antes, no presente da história abandonado. Digamos que o local não era exatamente um spa. O objetivo de V é agir no dia 5 de novembro, com uma ação impactante: explodir o prédio do parlamento britânico. E o objetivo de Finch, obviamente, será o de impedi-lo a qualquer custo.
Os problemas de
V de Vingança estão na adaptação em si. O roteiro é ruim. Ao tentarem modificar a tragetória do personagem Evey em relação aos quadrinhos (nas hqs, ela estava debutando em sua carreira como prostituta), os caras já arrumam um problema logo no início do filme: se há um toque de recolher, porque diabos ela se arriscaria, sabendo dos perigos que estaria correndo? Para fazer uma visitinha? Tenham dó.
Mas o maior problema de
V de Vingança é tentar ser um panfleto político - e seus autores não entendem nada de política. Primeiro: galerinha, autoritarismo e totalitarismo são conceitos bastante diferentes. Leiam Hanna Arendt. A sociedade descrita pelo filme (não conheço os quadrinhos) é uma sociedade que se encaixaria em um modelo autoritário, mas é incompatível com
1984, que é a fonte de inspiração principal da produção cinematográfica. Neguinho que não entende nada de política vai achar o maior barato, mas é contraditório. A Inglaterra de
V de Vingança é uma sociedade amedrontada, onde as pessoas se isolam em casa, mantendo-se alienadas da política e abrem mão do espaço público, delegando o poder a terceiros. Em contrapartida, a sociedade de
1984 exige de um indivíduo aniquilado a participação total na engrenagem do poder. A própria esfera privada é destruída. O indivíduo tem que acreditar na ideologia do regime, como acontecia no nazismo e no stalinismo, os dois regimes totalitários por excelência da história.
V de Vingança retrata indivíduos apalermados, passivos e fatalistas frente à televisão. Isso combina com regimes autoritários, típicos das ditaduras, mas é inconcebível no universo previsto por George Orwell.
Pra se criticar uma situação, é preciso primeiro conhecê-la. E aqui os nossos irmãos Chatóvski nos dão novamente uma aula de arrogância, como em
Matrix 2 e 3. Tentam associar à guerra ao terror e o medo insulflado pela mídia norte-americana à tirania representada no filme. Mas o buraco é mais embaixo. A democracia americana está em crise, é verdade, mas continua sendo uma democracia: programas como
Simpsons e, principalmente,
South Park, fazem enorme sucesso fazendo troça de instituições como família, religião e abertamente ridicularizando conservadores e setores tradicionalistas americanos. Sem falar no Michael Moore, que ganha muito dinheiro com os documentários que faz detonando a direita, o conservadorismo e o Bush - e eu não vejo problemas em entupir os bolsos com isso. Onde está a censura? Onde está a ditadura? Além do mais, nosso herói V luta pela liberdade... Explodindo o parlamento. Ora bolas, existe democracia sem parlamento? Ainda que tenha sido corrompido, o parlamento é o símbolo da democracia - e, no contexto do filme, só haverá liberdade com democracia. Nos quadrinhos, V é um anarquista assumido, o que justifica a atitude de destruir violentamente o centro do poder - ainda que, na democracia o poder emane do povo, os anarquistas sustentam que não deve haver nenhuma forma de governo. Ou seja, dos quadrinhos para o filme, a luta do personagem perde um bocado de sua coerência. Que fique claro: têm que haver mudanças em adaptações de obras literárias para o cinema, mas o espírito da obra têm que ser mantido - e isso não aconteceu aqui.
Se
V de Vingança assumisse um tom pura e simplesmente de entreter o público, sem ser tão pretensioso, o resultado seria bem melhor. Trata-se simplesmente de um ataque à direita americana, ao conservadorismo e ao governo Bush. Mas torna-se chato, pedante e ignorante. No fundo, é intolerante como aqueles que ataca, porque coloca conservadores e tradicionalistas num mesmo balaio, lembrando o irritante maniqueísmo do PT em seus bons tempos: eles são o diabo, nós, que somos da esquerda, defendemos o povo e blá, blá, blá. Em nome da liberdade, os revolucionários franceses trucidaram mais de 17 mil pessoas em pouco mais de um ano, durante o Terror da Revolução Francesa (mais que 400 anos de Inquisição Espanhola, por exemplo). Portanto, devagar com esse papo de liberdade, porque ela pode se tornar tão assassina e autoritária quanto a pior das tiranias.
Ah, e o filme? Até que é assistível, abstraindo-se da patetice ideológica que tenta pregar. O problema é o final, absolutamente ridículo, jocoso. Até quando vão levar os irmãos Chatóvski a sério?
Avaliação:
:: Postado por Cajabis às 13:20
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Sexta-feira, Abril 07, 2006
E se Fosse Verdade
Just Like Heaven, EUA, 2005. Direção de Mark Waters. Com Reese Witherspoon, Mark Ruffalo, Donal Logue, Dina Spybey, Ben Shenkman, Jon Heder. Cor, 95 minutos.
Site oficial: http://www.justlikeheaven-themovie.com
Site IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0425123
O cinema adora mostrar que workaholics têm uma vida profissional invejável, mas no campo familiar e amoroso são um desastre (alguns exemplos recentes são
Um Homem de Família e
Kate & Leopold). As mulheres são solteironas que fingem não ligar para essa história de casamento, entretanto buscam um homem compreensivo, inteligente, sensível e bonito - as qualidades não são listadas exatamente nessa ordem. Workaholics têm dinheiro, sucesso e amigos, embora falte tempo para desfrutarem desses benefícios. Vivem num mundo cruel e são castigados por não optar pelo tradicional modelo "esposa-marido-filhos". Alguns morrem (ou quase) assim que conseguem alcançar seus objetivos profissionais, como a médica Elizabeth Masterson (Reese Witherspoon), personagem central dessa despretensiosa comédia romântica.
A vida de Elizabeth se resume aos plantões que faz num hospital de San Francisco, onde chega a trabalhar por 26 horas ininterruptas. No dia em que iria conhecer o futuro homem de sua vida, um trágico acidente automobilístico a deixa em coma. Mas a jovem não sossega e seu espírito passa a importunar David Abbott (Mark Ruffalo), um viúvo que aluga o apartamento em que ela morava com todos os itens inclusos, como móveis, utensílios, roupas de cama. E o restante da história o espectador já pode imaginar.
Mais interessante do que observar a dupla Ruffalo-Witherspoon é acompanhar a descoberta da médica quanto à sua identidade. Seu espírito não sabe o que aconteceu, não sabe quem é (ou quem foi). Só quer se livrar do estranho que ocupou um espaço que é seu. Ao incorporar uma Elizabeth irritante, Reese Witherspoon comprova que é uma das melhores atrizes de sua geração.
Mesmo com muitos clichês e uma lição de moral que pode ser notada nos primeiros minutos do longa,
E se Fosse Verdade surpreende com o desenvolvimento de sua história. É claro que o diretor Mark Waters (
Sexta-feira Muito Louca) e os roteiristas Peter Tolan e Leslie Dixon poderiam tornar o filme menos
dèjá vu e mais criativo, mas ainda assim ele é bem melhor do que muita coisa do gênero lançada ultimamente.
O filme se torna mais sério quando o tema da eutanásia é colocado em discussão - não de um modo tão dramático e demorado quanto em
Menina de Ouro -, no entanto sua abordagem é de tal modo superficial que raramente o espectador vai se lembrar dele após assistir ao filme (se bem que isso ocorre em
Menina de Ouro, um filme sobre boxe, e não sobre eutanásia). Ao final, sobrarão mais comentários sobre espiritismo, cara-metade e destino. Enfim, essas coisas de novela das seis...
Avaliação:
:: Postado por Lucie Multiplex às 08:39
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Quando um Estranho Chama
When a Stranger Calls , EUA, 2006. Direção de Simon West. Com Camilla Belle, Tommy Flanagan, Tessa Thompson, Brian Geraghty, Clark Gregg, Derek de Lint, Kate Jennings Grant. Cor, 87 minutos.Site oficial: http://www.quandoumestranhochama.com.br/Site IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0455857/Existem alguns filmes que fica um pouco difícil analisar e classificar. Quero dizer o seguinte: o que dizer de um filme que não é bom e nem consegue ser decentemente ruim? Quer dizer: você vai ao cinema como se não tivesse mais nada pra fazer na vida e daí entra na sala onde está passando esse filme. Daí, sai 90 minutos depois como se nada tivesse acontecido naquela hora e meia. O que dizer sobre um filme desses?
Claro que acontece com freqüência, pelo menos comigo, que vou muito ao cinema e assisto muita coisa. Às vezes saio do cinema com a impressão de que poderia estar em casa fazendo QUALQUER COISA, ao invés de ter assistido ao filme que acabei de ver. Isso porque quando você assiste um filme bom... Você sabe, sai do cinema recompensado, feliz, de bom humor. Quando você assiste um filme ruim, sai maldizendo o diretor, o fotógrafo, os atores, o montador, o projetista, os figurantes, o produtor, a moça da pipoca e o trocador do ônibus na hora de voltar pra casa. Ou seja, pelo menos dá pra falar mal do filme. E vocês sabem que falar mal de alguma coisa é com a gente mesmo.
Entretanto,
Quando um Estranho Chama é um filme ruim que dá vontade de esquecer. Esse filme não serve nem pra se falar mal dele, não vale a pena. Trata-se de um filme de suspense (anhnnnnnnnnn, que preguiça), remake de uma produção chamada
Mensageiro da Morte, de 1979 (vocês viram? Eu não). Dirigido por Simon West, um dos maiores cineastas de todos os tempos, diretor de pérolas como o primeiro filme da
Lara Croft (ei, isso é uma gozação, hein!),
Quando um Estranho Chama conta a história de uma garota muito gostosinha que, em uma noite escura e tempestuosa (que mêda), vai trabalhar como babá para uns ricaços em uma casa distante, perto de um lago (seria o lago onde afundaram o Jason? Isso poderia explicar muita coisa), no alto de uma colina, onde judas perdeu as botas (claro, tem que ser longe da civilização pra polícia demorar a chegar e ter mais tempo pra encher lingüiça no filme). A mocinha precisa de uns trocados pra pagar a conta do celular - seus pais são pessoas sérias e querem que ela seja uma menina responsável, porquanto uma menina responsável paga a própria conta de celular.
A garota chega para cumprir sua missão e, comedidamente, passeia pelos 1842 cômodos do imóvel. A casa é pra lá de bacanésima, chique pra dedéu. Até a lareira é controlada por controle remoto - daí, se você tem um neurônio mais ou menos ativo, já sabe que alguma coisa vai acontecer logo depois, envolvendo a bendita da lareira. Sabe o que quero dizer, né? Daí, é pra ela não fazer barulho, afinal as crianças dos bacanas já estão dormindo. Ah, e eles têm uma empregada mexicana - ou colombiana, panamenha, peruana, o que sabemos é que ela é uma cucaracha e se chama Rosa. Bom, chamá-la de Frida seria demais, deixa pra lá. E você já imagina o que vai acontecer com ela, no filme né? Dou-lhe uma, dou-lhe duas...
Espera, eu tava contando a história. Mas, na verdade, não precisa contar muita coisa. O filme é um amontoado aborrecido de clichês com um roteiro que não dá pra engolir. O fato é que há um psicopata à solta (mái Gódi, que original!) e o doido começa a assustar a pobre e indefesa babá, passando trotes para ela. Tudo bem, ela fica assustada porque o malfeitor parece estar observando-a, e isso até assusta qualquer pessoa; daí, nossa babá (vem cuidar de mim, gostosa) liga pra polícia e esperneia com o policial de plantão. Claro que o maníaco doido varrido dá um jeito de entrar na casa (sabe-se lá como) porque senão não tem história, né verdade? Ah, talvez tenha sido quando a amiga galinha da babá responsável apareceu do nada pra visitá-la - pra história render um pouco, entende? Aliás, este filme tem uma mensagem edificadora: os psicopatas preferem matar garotas vagabundas e imigrantes cucarachas, as mocinhas boazinhas sobrevivem.
Praticamente não há sustos, embora o filme pegue um pouco no tranco na hora do vamo vê. Tenta-se criar um clima de suspense abusando-se de uma trilha sonora chatíssima, que cansa o espectador, aporrinha o saco. E os próprios "sustos falsos" aborrecem - ah, esqueci de comentar que a casa tem um gato... PRETO... que fica sempre pentelhando a protagonista... E as ligações telefônicas se alternam entre o maníaco perseguindo-a e colegas ligando, sempre na expectativa de que vai acontecer alguma coisa e tal... E tem corpo debaixo d'água, carro que não pega justamente na hora que deveria pegar, trauma que fica pelo resto da vida... Chega... Falei muito pra um filme que não merece maiores considerações.
Avaliação:
:: Postado por Cajabis às 23:31
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Quinta-feira, Março 30, 2006
Top 5 - Prostitutas
No Brasil, garotas de programa nunca estiveram tanto na moda. Que o diga Bruna Surfistinha, inauguradora tupiniquim do gênero "prostituta globalizada", com blog na Internet, perfil e comunidades no Orkut, verbete no Wikipédia e um livro "revelador" na lista dos mais vendidos. No cinema clássico e contemporâneo, atrizes consagradas já emprestaram sua beleza e talento na interpretação do mais diversos tipos de cortesãs. Confira algumas inesquecíveis:
1) Séverine Serizy (Catherine Deneuve) - A Bela da TardeUma burguesinha entediada com o casamento e com as tardes livres. Dona de uma beleza invejável, Séverine descobre algo mais prazeroso para ocupar seu tempo do que fazer compras: Trabalhar em um discreto bordel. Assim, entre a culpa e o desejo, ela conhece os mais variados tipos de clientes, cada qual com suas estranhas fantasias.
2) Sera (Elisabeth Shue) - Despedida em Las VegasDespedida em Las Vegas é um dos filmes mais depressivos da década de 1990. Sera faz o que for preciso para agradar os clientes - desde que estes não sujem seu cabelo. Quando conhece Ben Sanderson (Nicolas Cage), um roteirista disposto a beber até morrer, ela vive uma paixão incontrolável e decide acompanhá-lo até a morte.
3) Holly Goligthly (Audrey Hepburn) - Bonequinha de LuxoUma prostituta de classe (e que classe!) que escolhe a carreira para sustentar seus luxos e realizar sonhos. Tomar café frente às vitrines da joalheria Tiffany's torna-se sua obsessão. Ela busca um marido milionário, mas acaba esbarrando em seu vizinho, um escritor sustentado pela amante.
4) Malèna Scordia (Monica Belucci) - Malèna Malèna é a mulher mais desejada pelos homens de sua cidade. Com a morte do pai e a declaração de morte do marido na Segunda Grande Guerra, ela não encontra outro meio de sustento a não ser a prostituição. Se por um lado a profissão garante sua sobrevivência, por outro ela significará a ruína de Malèna perante a sociedade.
5) Iris Steensma (Jodie Foster) - Taxi DriverÀ primeira vista, Iris é apenas uma garota bonita querendo se divertir pelas ruas nova-iorquinas. Por trás de seu rosto angelical, esconde-se uma jovem rebelde que não pensa duas vezes ao oferecer seu corpo a desconhecidos. Sua humilhação será um dos motivos da vingança preparada por Travis Bickle, o anti-herói interpretado por Robert DeNiro.
:: Postado por Lucie Multiplex às 22:43
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