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ABACAXI ATÔMICO » A Morte e a Vida de Charlie
ABACAXI ATÔMICO

A Morte e a Vida de Charlie

14/01/2011

DISCLAIMER: Essa é, muito provavelmente, a resenha mais pouco resenha que você já leu em sua existência terrena e beyond. Tudo porque o ser humano é um algo altamente influenciável e eu estou bastante influenciada por umas coisas que ando lendo.

Pois bem. Eu sou uma pessoa que de fato gosta de filmes de cunho dramático-sentimentalista com lições para toda vida no fim e, confesso, foi por isso que me interessei pela película em questão, há alguns meses – trailers, trailers e suas músicas que induzem o coração. Além disso, sou uma curiosa por natureza e, diabos, ver o Zac Efron fora do ambiente musical de High School Musical e Hairspray , e sentir se existe alguma consistência além dos sempre belos e profundos olhos azuis me intrigou mais que muito.

Imbuída deste tipo de lógica, calcei minha guitly pleasure face e passei a observar algo que seria um marco nessa vida de resenhista. Acompanhe.

Charlie St. Cloud é um jovem de ouro na pequena cidade em que vive com a mãe e o irmão mais novo que o venera, Sam; prestes a receber uma bolsa de estudos de uma Universidade Conceituada, ele é aquele de quem todos “podem esperar grandes feitos”. Tudo muda, porém, quando Charlie e Sam se envolvem num violento acidente de carro em que Charlie é milagrosamente trazido de volta à vida para ter de encarar a morte do irmão.

Engolfado pela perda e pela culpa, desse momento em diante, Charlie passa a ver o fantasma do irmão morto e faz a promessa de encontrar Sam todos os dias, ao pôr do sol, para que possam treinar arremessos e tornar mais suportável a vida – e o pós vida. Anos depois Charlie ainda está na pequena cidade, trabalhando como zelador do cemitério onde o irmão está enterrado quando se depara com uma jovem que vai fazê-lo confrontar a morte do irmão e ter de se decidir entre manter a promessa ou viver finalmente uma perspectiva de vida real dali em diante.

Veja bem: a premissa do filme baseado no livro bestseller “The Life and Death of Chalie St. Cloud”, de Ben Sherwood, faz com que esperemos muitos momentos de partir o coração, com o personagem que lida com a culpa, a carga psicológica de ter falhado em ser tudo o que podia ser, e de ter de, no fim, que lidar com sua Escolha de Sofia romântica-sobrenatural particular. Soa como algo meio Nickolas Sparks (autor de Diários de uma Paixão e Querido John) encontra M.Night Shayamalan (O Sexto Sentido), certo? Errado.

Isso não acontece. O filme mostra as sucessivas escolhas por parte do diretor que mantém tudo – da ambientação e apresentação da história ao espectador, até mesmo a forma de desenvolver a relação ‘antagonista’ que deveria por à prova a simbiose dos irmãos – na mais perfeita superficialidade.

O visual e o clima criados pela direção de fotografia de fato remetem à uma ar bucólico, quase poético, com imagens da costa, de bosques e outras tomadas muito bem executadas que poderiam ser um pano de fundo perfeito para que a construção do amor de Charlie e Tess fosse crível. De novo, não ocorre. É tudo tão flash-foward e desconexo que a mocinha amarga uma total falta de carisma que tira a credibilidade emocional da dúvida de Charlie. Não pode ser por uma Tess tão instável que ele iria sequer cogitar deixar de lado uma rotina de cinco anos sendo fiel à promessa de brincar de arremessos com o irmaozinho fantasma. (Aliás, lá enquanto essas cenas de baseball-além-da-vida acontecem, você fica se perguntando “ué, como assim o fantasma pega a bola e tipo, joga de volta?”)

Em filmes assim, a história precisa nos fazer esquecer a barreira do ceticismo para minimamente ser possível acompanhar a onda de pura narrativa sentimental, sem maiores quebra-molas inquisitivos. Mas se, ao contrário, você começa a sair do devaneio receptivo de quem simplesmente embarca na história romântica e passa a lidar com a sensação de estar vendo um amontoado de balelas significa que o filme falhou miseravelmente na sua proposta original.

A única coisa que salva “A Morte e a Vida de Charlie” de ser uma monumental estante de abacaxis é a interpretação de Zac Efron que, surpreendentemente, imprime força emocional ao personagem título com um olhar melancólico, distante e cheio de significados que ele pinça do entendimento do que realmente a história deveria se tratar. A continuar evoluindo assim, vou fazer como o diretor da escola de Charlie e dizer que espero grandes feitos dele. De verdade.

No mais, só para concluir como comecei, este é um exemplo de como arruinar a experiência fílmica de alguém mesmo baseado em algo que tinha todos os elementos água com açúcar para dar certo - nesse tipo de premissa, claro.

Avaliação:

Ficha Técnica:

Charlie St. Cloud. EUA/Canadá, 2010. Direção de Burr Steers. Com: Zac Efron, Charlie Tahan, Amanda Crew, Augustus Prew, Ray Liotta, Kim Basinger. Cor, min.



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